A Rede somos todos nós.

Conectamos participação cidadã, profissionais e poder público por cidades acessíveis.

A Rede Acessível é a ponte entre quem vive a cidade, quem projeta soluções e quem transforma políticas em ação.

Da experiência vivida à transformação urbana.
Como geramos transformação

Três frentes conectadas. Uma cidade mais acessível.

Conectamos participação cidadã, conhecimento profissional e gestão pública para identificar barreiras, orientar decisões e apoiar soluções inclusivas.

A acessibilidade se fortalece quando a experiência de quem vive a cidade encontra conhecimento técnico e capacidade de gestão.

01

Participação cidadã

Pessoas identificam e relatam barreiras a partir da experiência cotidiana nos espaços e serviços da cidade.

Relatar uma barreira
02

Conhecimento profissional

Profissionais qualificam informações, realizam diagnósticos e desenvolvem soluções adequadas a cada contexto.

Conhecer a Rede de competências
03

Inteligência para gestão pública

Instituições e municípios podem utilizar dados, indicadores e apoio técnico para planejar, priorizar e acompanhar ações.

Conhecer soluções para municípios

A Rede conecta informação territorial, experiência vivida e conhecimento técnico — não se limita à visualização de um mapa.

O que fazemos

Acessibilidade que se transforma em ação.

Da identificação das barreiras à construção de soluções técnicas e políticas públicas permanentes, articulamos conhecimento, participação e capacidade de gestão.

01 · TERRITÓRIO

Inteligência territorial e indicadores

Organização e análise de informações para apoiar diagnósticos, planejamento e decisões estratégicas sobre acessibilidade urbana.

Explore o mapa colaborativo
02 · PARTICIPAÇÃO

Mapeamento colaborativo

Identificação participativa de barreiras urbanas, com registros, fotografias e informações territoriais compartilhadas por quem vive a cidade.

Relate uma barreira
03 · ACESSIBILIDADE E PATRIMÔNIO

Inclusão e preservação cultural

Articulação de conhecimento técnico para conciliar acessibilidade, direito à cidade e preservação do patrimônio cultural.

Conheça essa atuação
04 · FORMAÇÃO

Palestras e oficinas

Formação de equipes, universidades e organizações em acessibilidade urbana, inclusão e qualificação dos espaços.

Conheça a trajetória
05 · PROJETOS E PARCERIAS

Projetos de impacto e cooperação

Desenvolvimento de iniciativas e parcerias entre instituições, profissionais e comunidades para enfrentar barreiras territoriais.

Conheça a Rede
06 · GESTÃO PÚBLICA

Planejamento e monitoramento

Apoio técnico para estruturar prioridades, ações e acompanhamento permanente da acessibilidade nos municípios.

Soluções para municípios

Explore o mapa das barreiras, conheça as evidências registradas e acesse seu espaço na Rede.

Metas de impacto

O que a Rede quer alcançar Fase 1

Indicadores projetados para a Fase 1. São metas de planejamento, não resultados alcançados nem contagens em tempo real. A plataforma permanece em fase de testes e validação.

1.248
barreiras mapeadas
6.247
profissionais ativos
30% dos 20.823 arquitetos registrados no CAU/MG
250
municípios parceiros
24.630
cidadãos envolvidos

Acessibilidade transforma

Cada barreira relatada é um passo para cidades mais inclusivas.

Tamanho da oportunidade

Um desafio do tamanho do Brasil

Estes números não são resultados da Rede — são o tamanho do desafio e do público que ela pode alcançar.

Município brasileiro Município de Minas Gerais Cada ponto marca o centro de um município (inclui o Distrito Federal e Fernando de Noronha). Fonte: IBGE.
5.569
municípios brasileiros que a Rede pode alcançar
226.657
arquitetos e urbanistas registrados no CAU/BR
853
municípios em Minas Gerais, base territorial da Rede
20.823
arquitetos e urbanistas registrados no CAU/MG

Meta da Fase 1: 250 municípios parceiros4,5% dos municípios brasileiros
Mapa colaborativo

Explore barreiras na sua cidade

Use os filtros para visualizar e acompanhar os pontos de acessibilidade no mapa.

Parceiros da Rede

Quem constrói cidades acessíveis junto com a Rede

Profissionais verificados e comprometidos com a construção de cidades mais acessíveis.

Rede Conecta Clima

Mudanças Climáticas · Sustentabilidade

Plataforma colaborativa de Inteligência Territorial Climática que conecta dados à população exposta a desastres extremos. Mapear vulnerabilidades territoriais é também mapear acessibilidade: pessoas com deficiência estão entre as mais afetadas por eventos climáticos extremos, e esses dados ajudam a planejar respostas de emergência verdadeiramente inclusivas.

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Logo do Studio MF Arquitetura

Studio MF Arquitetura

Escritório de Arquitetura · Fundado por Mônica Flôres

Fundado em 2018 por Mônica Flôres, o Studio MF Arquitetura desenvolve projetos arquitetônicos orientados por propósito e identidade — a mesma visão que, um ano depois, daria origem à própria Rede Acessível.

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Ilustração de mãos tecendo uma rede, representando a Rede Acessível

Rede Acessível

Advocacy & Arquitetura

🏅 1º Prêmio de Acessibilidade (@mdhcbrasil) · Cidades históricas + inclusivas, experiências reais. Acompanhe os relatos de barreiras, as ações da rede e os bastidores da construção de cidades mais acessíveis.

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Como funciona

Uma rede sustentada por quem enfrenta a cidade todos os dias

Três frentes conectadas: relato, mapeamento e associação.

  1. Relatar

    Formulário simples para registrar calçadas, rampas e travessias inacessíveis.

  2. Mapear

    Cada relato vira um ponto no mapa colaborativo, visível para toda a rede.

  3. Fortalecer

    Associados sustentam a operação e têm acesso à área exclusiva de oportunidades.

Relato de barreiras

Descreva o obstáculo que você encontrou

O formulário é incorporado diretamente do Airtable — seus dados não passam pelo servidor do site.

Embed Airtable · formulário de relato

Dados enviados são revisados pela equipe responsável, de acordo com as diretrizes da LGPD.

Mapa colaborativo

Onde as barreiras estão sendo relatadas

Mapa real (OpenStreetMap), com localizações de respondentes da pesquisa de validação social da Rede Acessível, coloridas pelo nível de impacto percebido.

1

Explore o mapa

Filtre por categoria, situação e região para ver onde as barreiras estão concentradas.

Nível de impactoCidades por nível
Alto / muito alto impacto
Impacto médio
Baixo / muito baixo impacto
Impacto não informado

Ranking de relatos por cidade

Dados urbanos complementares — GeoReDUS

Plataforma de dados urbanos abertos e georreferenciados da ReDUS — Rede para o Desenvolvimento Urbano Sustentável — com camadas de moradia, população, saúde, educação, infraestrutura e serviços de Mariana/MG. Fruto da cooperação entre GIZ, MDR, Frente Nacional de Prefeitos e Aliança pela Inovação e Sustentabilidade. Fonte externa — não faz parte do mapa colaborativo da Rede Acessível.

Ver no GeoReDUS ↗
Galeria de evidências

Registros visuais das barreiras encontradas

View do Airtable configurada de acordo com as diretrizes da LGPD.

Trecho de calçada com piso de pedra rachado e irregular, próximo ao meio-fio
verificado

Piso irregular e fragmentado

Relato de cidadão

Piso tátil de alerta e direcional danificado e desalinhado em cruzamento de calçada
verificado

Piso tátil danificado e desalinhado

Relato de cidadão

Prévia ilustrativa
verificado

Semáforo sem sinal sonoro

Zona sul, relato recente

Para prefeituras e órgãos públicos

Soluções em Acessibilidade para Prefeituras e Órgãos Públicos

Conectamos conhecimento técnico, território e gestão pública para construir cidades mais acessíveis para todas as pessoas.
Experiência reconhecida

Conhecimento técnico reconhecido nacionalmente

Apoio técnico especializado para municípios que desejam transformar a acessibilidade em uma política pública estruturada, planejada e permanente.

Diagnósticos, projetos, capacitação, planejamento e monitoramento para identificar barreiras, definir prioridades e apoiar a implementação de soluções acessíveis em todo o território municipal.

2021Reconhecimento nacional

1º Prêmio Nacional de Acessibilidade

Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania

Reconhecimento do Governo Federal, em Brasília/DF, com 1º lugar no eixo Acessibilidade Arquitetônica.

2022Patrimônio cultural

35º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade

IPHAN · etapa regional Sudeste

A Rede Acessível foi habilitada na região Sudeste para a 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN (2022), pelo trabalho relacionado à acessibilidade e ao patrimônio cultural em cidades históricas.

A experiência também inclui vistorias e análises técnicas de acessibilidade em diferentes equipamentos culturais e espaços de interesse histórico.

!

Por que estruturar a acessibilidade no município?

Acessibilidade é direito e responsabilidade do poder público. Uma política municipal estruturada ajuda a planejar investimentos, estabelecer prioridades e qualificar a prestação dos serviços públicos.

Segurança jurídica e conformidade

A legislação brasileira estabelece parâmetros e responsabilidades relacionados à acessibilidade nos espaços urbanos, edificações, equipamentos públicos, transportes, comunicação e serviços. Entre os principais marcos estão a Lei Brasileira de Inclusão — Lei nº 13.146/2015, a Lei nº 10.098/2000, o Decreto Federal nº 5.296/2004 e as normas técnicas da ABNT, incluindo a NBR 9050.

Uma política municipal estruturada contribui para que planejamento, contratação, projeto e execução considerem a acessibilidade desde o início.

Planejamento para fiscalização e controle

Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e demais órgãos de controle acompanham a implementação das políticas de acessibilidade e as condições de acesso aos equipamentos e serviços públicos.

Diagnósticos técnicos, registros territoriais, planos de ação e indicadores permitem conhecer a situação do município, estabelecer prioridades e demonstrar a evolução das medidas adotadas.

Planejamento para investir melhor

Acessibilidade também é planejamento de investimento público. Emendas parlamentares, convênios, programas estaduais e federais e outras fontes de financiamento podem apoiar ações de diagnóstico, projeto, adequação e qualificação dos espaços públicos.

A Rede Acessível apoia o município na estruturação técnica das demandas e na definição de prioridades, de acordo com as necessidades identificadas no território.

1

O que podemos desenvolver com o município

Apoio técnico especializado para municípios que desejam transformar a acessibilidade em uma política pública estruturada, planejada e permanente.

Diagnósticos, projetos, capacitação, planejamento e monitoramento para identificar barreiras, definir prioridades e apoiar a implementação de soluções acessíveis em todo o território municipal.

Diagnóstico de acessibilidade urbana

Levantamento técnico e territorial das barreiras existentes nos espaços públicos, equipamentos, vias e serviços. A análise pode contemplar aspectos físicos, comunicacionais e atitudinais, permitindo compreender onde estão os principais obstáculos à participação das pessoas.

Projetos e adequações de espaços públicos

Desenvolvimento e orientação técnica para edifícios públicos, escolas, unidades de saúde, praças, espaços urbanos, equipamentos culturais, atendimento ao cidadão e áreas de circulação e acesso.

As soluções consideram território, legislação, normas técnicas e, quando pertinente, as especificidades do patrimônio cultural.

Capacitação de equipes

Formação de servidores, equipes técnicas, conselhos, gestores e lideranças comunitárias para ampliar a capacidade do próprio município de identificar, planejar e acompanhar ações de acessibilidade.

Acompanhamento e monitoramento

Criação de indicadores, registros e mecanismos de acompanhamento que permitam avaliar a evolução das ações e atualizar periodicamente as informações sobre acessibilidade.

Plano Municipal de Acessibilidade

Estruturação de um documento técnico-normativo para orientar as ações do município, estabelecer prioridades e organizar medidas de curto, médio e longo prazo.

Sensibilização e advocacy

Ações de formação, oficinas, campanhas e articulação institucional para fortalecer a cultura de acessibilidade e promover o envolvimento de gestores, servidores e sociedade civil.

★

Experiência técnica dentro do poder público

Mais de 13 anos de atuação em acessibilidade, arquitetura, patrimônio cultural e políticas públicas, incluindo trabalhos desenvolvidos diretamente no contexto da administração pública.

Experiência no município de Niterói
  • Vistorias técnicas em escolas, hospitais e prédios públicos
  • Elaboração de laudos técnicos de acessibilidade
  • Participação na elaboração do Plano Municipal de Acessibilidade
  • Atuação em equipamentos culturais
  • Projeto de acessibilidade do Museu Nacional do Cinema, obra de Oscar Niemeyer
Experiência que conecta território, gestão e direito à cidade

Essa trajetória permitiu acompanhar diferentes dimensões da acessibilidade — do levantamento técnico à relação entre território, gestão pública, patrimônio e direito à cidade.

Conheça casos e projetos →
2

Diferentes caminhos para começar

Cada município possui uma realidade territorial, institucional e orçamentária própria. A implementação pode começar por diferentes frentes e evoluir gradualmente.

Diagnóstico Municipal

Levantamento e análise da acessibilidade no território, permitindo identificar barreiras, demandas e prioridades.

Projeto Piloto

Aplicação da metodologia em bairros, regiões, equipamentos ou áreas específicas antes da expansão para outras partes do município.

Monitoramento Contínuo

Atualização periódica dos registros, indicadores e informações territoriais para acompanhar a evolução das ações.

Capacitação de Equipes

Formação de servidores e equipes municipais para ampliar a autonomia na continuidade das ações.

Observatório Municipal de Acessibilidade

Estruturação de um sistema permanente de acompanhamento, registro e inteligência territorial sobre acessibilidade.

3

Como começar

Um processo estruturado, desenvolvido em conjunto com a equipe municipal.

1
Contato inicial

Conhecemos o município, sua estrutura institucional, as características do território e os principais desafios relacionados à acessibilidade.

2
Diagnóstico ou projeto piloto

Definimos uma primeira área de atuação — território, bairro, equipamento ou serviço — para realizar o levantamento técnico e estabelecer prioridades.

3
Capacitação das equipes

Compartilhamos conhecimento e ferramentas com os servidores envolvidos, fortalecendo a capacidade técnica interna do município.

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Expansão e monitoramento

A partir dos resultados iniciais, o trabalho pode ser ampliado para outras áreas do território e acompanhado por indicadores e registros permanentes.

Da barreira à gestão pública

A acessibilidade do município pode começar pelo conhecimento do território

Cada cidade tem suas próprias barreiras, prioridades e possibilidades de intervenção.

A Rede Acessível trabalha para transformar essas informações em diagnósticos, planejamento e estratégias de ação, aproximando a acessibilidade da gestão cotidiana do município.

Vamos conversar sobre a realidade da sua cidade?

Fale com a nossa equipe e conheça possibilidades de atuação adequadas ao território, às prioridades institucionais e ao planejamento do seu município.

Propriedade intelectual

Os diagnósticos, metodologias, modelos de implementação, conteúdos, materiais técnicos e demais soluções apresentados nesta página são de autoria da Rede Acessível e encontram-se protegidos pela legislação brasileira de direitos autorais, especialmente pela Lei nº 9.610/1998.

Sua reprodução, utilização, adaptação ou distribuição, total ou parcial, depende de autorização, observadas as disposições legais aplicáveis.

Quem somos

A Rede Acessível

Iniciativa de impacto social criada em 8 de outubro de 2019, atuando na interseção entre acessibilidade urbana, patrimônio histórico, mobilidade, inclusão social e inteligência territorial — para fortalecer o direito à cidade.

Fundada em 2019 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade · 2021 Pesquisa nacional de validação social · 2026

Trajetória

  • 2019

    Fundação da Rede Acessível, iniciativa de advocacy em rede voltada à promoção da acessibilidade em cidades históricas.

  • 2021

    Reconhecimento nacional com o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

  • 2022

    Desenvolvimento de metodologias próprias de sensibilização, como o Medida Acessível e o Rede Distribuindo Afeto.

  • 2023

    Estruturação de publicação que sistematiza metodologias, aprendizados e resultados da iniciativa.

  • 2025

    Expansão do conceito de atuação em rede para uma plataforma colaborativa de inteligência territorial.

  • 2026

    CAULAB: Pesquisa nacional de validação social e consolidação do MVP da Plataforma de Mapeamento de Barreiras Urbanas da Rede Acessível.

O que a pesquisa de 2026 revelou

Pesquisa participativa com 38 respondentes de diferentes regiões do Brasil — pessoas com deficiência, profissionais, gestores públicos e cidadãos interessados no tema.

97,4%
identificam problemas em calçadas e circulação urbana
73,7%
observam ou enfrentam barreiras diariamente
52,6%
classificam a acessibilidade urbana como precária
0%
classificaram a acessibilidade urbana como boa ou excelente
Principal descoberta: o problema central não é apenas a existência de barreiras físicas — é a ausência de um fluxo estruturado entre Problema → Registro → Encaminhamento → Resposta → Monitoramento.

Proposta de valor por público

Pessoas com deficiência, idosas ou com mobilidade reduzida

Participação e autonomia

  • Canal de participação cidadã
  • Registro e monitoramento de barreiras
  • Maior visibilidade das demandas
  • Acompanhamento das melhorias no território
Profissionais

Dados e oportunidades

  • Acesso a dados territoriais qualificados
  • Conexão com demandas reais
  • Geração de oportunidades profissionais
  • Networking e produção de conhecimento
Gestores públicos e organizações

Evidências para decisão

  • Diagnósticos territoriais baseados em evidências
  • Apoio ao planejamento urbano e a políticas públicas
  • Monitoramento de ações e indicadores
  • Subsídios para priorização de investimentos

Diferenciais

Inteligência territorial continuamente atualizada Base colaborativa nacional de dados Integração entre acessibilidade e patrimônio cultural Participação cidadã qualificada Assistência técnica especializada Produção de evidências para políticas públicas Plataforma escalável para diferentes municípios

Parceiros estratégicos

Institucionais

  • Prefeituras
  • Ministério Público
  • Defensoria Pública
  • IPHAN

Ecossistema de inovação

  • Incubadoras e aceleradoras
  • Laboratórios de inovação
  • Organizações de impacto
  • Universidades e centros de pesquisa

Visão de futuro

Consolidar a Rede Acessível como a principal plataforma brasileira de inteligência territorial aplicada à acessibilidade urbana — integrando participação cidadã, conhecimento técnico e inovação para apoiar o planejamento urbano, fortalecer políticas públicas e promover cidades mais acessíveis, inclusivas e sustentáveis.

Dados oficiais

Pessoas com deficiência no Brasil

Panorama estatístico com base em pesquisas oficiais do IBGE — o retrato que dá escala e urgência ao trabalho da Rede Acessível.

18,6 mipessoas com deficiência (2 anos ou mais) — PNAD Contínua 2022
8,9%da população nessa faixa etária tem algum tipo de deficiência
14,4 mipelo Censo 2022 (metodologia diferente) — 7,3% da população

Trabalho e renda

A deficiência ainda reduz drasticamente o acesso ao mercado de trabalho no Brasil.

Taxa de participação na força de trabalho
População geral62,7%
Pessoas com deficiência29,2%
Participação na força de trabalho por região (PCD)
Centro-Oeste35,7%
Norte35,1%
Sul29,6%
Sudeste28,5%
Nordeste26,8%

Educação

Frequência escolar (6 a 14 anos)
Sem deficiência99,4%
Com deficiência95,1%
Taxa de analfabetismo (15 anos ou mais)
Sem deficiência4,1%
Com deficiência19,5%

Panorama regional (Censo 2022)

Proporção de pessoas com deficiência na população — os estados nos extremos.

9,6%
Alagoas — maior proporção do país
9,3%
Piauí
8,9%
Ceará e Pernambuco
6,0%
Santa Catarina
5,7%
Mato Grosso
5,6%
Roraima — menor proporção do país

Fora do Nordeste, o Rio de Janeiro teve a maior proporção entre os demais estados, com 7,4%. A média nacional pelo Censo 2022 foi de 7,3%.

Por que isso importa para a Rede Acessível

Os números confirmam o que a pesquisa de validação social de 2026 já apontava: o problema não é apenas a existência de barreiras, mas a falta de dados estruturados que conectem a experiência de milhões de pessoas às decisões de política pública. Cada barreira registrada na plataforma soma-se a esse panorama nacional, tornando as prioridades territoriais visíveis para gestores e profissionais.

Fontes: IBGE, PNAD Contínua — Pessoas com Deficiência, 2022 (módulo aplicado no 3º trimestre de 2022, em parceria com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência/MDHC); IBGE, Censo Demográfico 2022 (dados preliminares da amostra, metodologia distinta da PNAD Contínua, por isso os totais nacionais não coincidem).

O advocacy da Rede Acessível diante desses números

Fundada em 8 de outubro de 2019, a Rede Acessível nasceu como uma iniciativa pioneira de advocacy em rede justamente para transformar dados como os acima em prioridade concreta de política pública — não apenas denunciar barreiras, mas construir os instrumentos que tornam a acessibilidade mensurável, financiável e cobrável pelo poder público.

  • Crowdfunding Inclusivo — primeira ação da rede, criada para viabilizar projetos de acessibilidade em patrimônios históricos de Minas Gerais
  • Medida Acessível — programa de sensibilização técnica que distribui ferramentas educativas a arquitetos e urbanistas, alinhado ao ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis)
  • REDE Distribuindo Afeto — ação cultural que usa distribuição de livros para aproximar comunidades da pauta da acessibilidade
  • Mapa colaborativo — transforma relatos individuais em evidência territorial organizada, o mesmo tipo de dado que falta nas estatísticas oficiais

Esse trabalho já foi reconhecido nacionalmente: em 2021, a fundadora Mônica Flôres recebeu o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na categoria Acessibilidade Arquitetônica — sendo a única pessoa física premiada na categoria. Em 2022, a Rede Acessível foi habilitada na região Sudeste para a 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, reconhecimento nacional relacionado ao patrimônio cultural.

Acessibilidade digital

Veja o site com outros olhos

1 em cada 12 homens e 1 em cada 200 mulheres tem alguma forma de daltonismo. Esta ferramenta simula diferentes tipos de visão de cor e mostra, ao vivo, como reforçar uma interface com padrões, contraste e texto — a mesma lógica que já aplicamos com o VLibras e a Rybená para outras barreiras digitais.

1

Por que isso importa

A deficiência na visão de cores é uma condição visual comum e uma barreira ainda pouco considerada no design de sites, mapas e formulários públicos. Reforçar a cor com padrão, ícone e texto ajuda diretamente quem relata barreiras urbanas pela plataforma.

1 em 12
homens apresentam deficiência na visão de cores
1 em 200
mulheres apresentam deficiência na visão de cores
300 mi+
pessoas no mundo, segundo estimativas para diferentes formas de deficiência na visão de cores
2

Como o olho enxerga cores

A retina tem três tipos de células sensíveis à luz — os cones L, M e S. A deficiência na visão de cores pode ocorrer quando um dos pigmentos dos cones está ausente ou funciona de forma diferente, alterando a percepção de determinadas cores.

Cones L (vermelho)

Mais sensíveis a comprimentos de onda longos, contribuindo principalmente para a percepção de cores na faixa do vermelho e do laranja.

Cones M (verde)

Mais sensíveis a comprimentos de onda médios, contribuindo principalmente para a percepção de cores na faixa do verde e do amarelo.

Cones S (azul)

Mais sensíveis a comprimentos de onda curtos, contribuindo principalmente para a percepção de cores na faixa do azul e do violeta.

3

Tipos de daltonismo

Os diferentes tipos de deficiência na visão de cores alteram a percepção de determinadas cores de maneiras distintas. A coluna da direita simula, de forma aproximada, como a mesma paleta pode ser percebida em cada tipo.

~1% dos homens

Protanopia

Ausência funcional dos cones L. Vermelhos podem parecer mais escuros e se confundir com outras cores, especialmente em combinações que dependem do contraste entre vermelho e verde.

Visão típica
Simulação — protanopia
~1% dos homens — a dicromacia mais comum

Deuteranopia

Ausência funcional dos cones M, dificultando fortemente a distinção entre vermelho e verde. É uma forma de dicromacia; a deuteranomalia, em que os cones M estão presentes, mas têm resposta alterada, é mais comum e afeta cerca de 5% dos homens em populações de ascendência europeia.

Visão típica
Simulação — deuteranopia
~5% dos homens

Deuteranomalia

Os cones M estão presentes, mas seu pigmento apresenta uma resposta espectral alterada. É uma forma de tricromacia anômala e pode dificultar a distinção entre vermelho, verde e tons intermediários.

Visão típica
Simulação — deuteranomalia
Menos de 0,01% das pessoas

Tritanopia

Ausência funcional dos cones S. É muito rara e não está ligada ao cromossomo X; pode dificultar a distinção entre azul e verde, violeta e vermelho, e amarelo e rosa.

Visão típica
Simulação — tritanopia
Extremamente raro

Acromatopsia

Na forma completa, há ausência ou perda grave da percepção de cores, com visão predominantemente em tons de cinza. É rara e pode vir acompanhada de maior sensibilidade à luz e redução da acuidade visual.

Visão típica
Simulação — acromatopsia
4

Números e causas

A maior frequência das deficiências vermelho-verde em homens está ligada à genética: os genes que codificam os pigmentos dos cones L e M ficam no cromossomo X.

Herança ligada ao X

Nas deficiências vermelho-verde ligadas ao X, homens têm um único cromossomo X, então uma variante genética nesse cromossomo pode ser suficiente para manifestar a condição. Mulheres têm dois X e, em geral, precisam ter a variante nos dois para apresentar a forma recessiva clássica.

Origem genética (congênita)

A maioria das deficiências congênitas na visão de cores está presente desde o nascimento e tende a permanecer estável ao longo da vida, geralmente afetando os dois olhos.

Origem adquirida

Uma parcela menor é adquirida ao longo da vida e pode estar associada a catarata, doenças oculares ou neurológicas, diabetes, envelhecimento, certos medicamentos ou lesões.

Sem cura, mas com adaptação

Não há cura para as formas genéticas de deficiência na visão de cores. Recursos visuais podem ajudar em alguns casos, mas o caminho mais eficaz para a acessibilidade é adaptar o ambiente e as interfaces.

5

Experimente a ferramenta

Use as simulações para perceber como uma interface pode mudar sob diferentes condições de visão de cor. Elas são uma demonstração educativa, não um teste diagnóstico.

Simule um tipo de visão de cor e ative os reforços de acessibilidade para ver, na hora, como uma interface real muda.

Controles

As alterações aparecem na pré-visualização ao lado e ficam salvas neste navegador.

Simular tipo de visão de cor
Reforços de acessibilidade

Status dos relatos

  • Barreira #2291 — resolvida
  • Barreira #2292 — em análise
  • Barreira #2293 — crítica

Relatos por categoria

Calçadas Rampas Travessias Transporte

Observe: o status não depende apenas da cor. Texto + cor tornam a informação mais fácil de reconhecer.

Relatar barreira

✓ E-mail válido
× CEP incompleto

Já relatou antes? Acompanhe seu relato

Reforço: mensagens textuais deixam claro o que aconteceu mesmo quando a cor não é distinguível.

6

Impacto no dia a dia

Poucas situações são "impossíveis" — muitas apenas ficam mais lentas ou cansativas, ou dependem de pistas adicionais além da cor.

  • 01

    Semáforos e sinalização — a posição do sinal (topo, meio, base) importa mais que a cor em si para reconhecer o farol.

  • 02

    Gráficos e mapas coloridos — legendas que usam só cor (como mapas de calor vermelho/verde) podem ficar difíceis de interpretar sem rótulos, padrões ou símbolos. Isso é especialmente importante em mapas colaborativos e informações urbanas.

  • 03

    Roupas e combinações — distinguir tons parecidos (azul marinho e preto, verde e marrom) exige atenção redobrada ou ajuda de terceiros.

  • 04

    Cozinhar e verificar alimentos — perceber se uma carne está no ponto ou uma fruta está madura pela cor pode ser mais difícil.

  • 05

    Formulários e alertas online — campos que só ficam vermelhos para indicar erro, sem ícone ou texto, passam despercebidos.

  • 06

    Escolha de profissão — algumas carreiras (piloto, eletricista, certas áreas da saúde) têm exigências específicas de visão de cor.

7

Mitos e verdades

Separando senso comum de fato.

MITO

"Pessoas daltônicas enxergam tudo em preto e branco." A ausência completa de percepção de cores é rara e está associada à acromatopsia/monocromacia. A maioria das pessoas com deficiência na visão de cores ainda percebe muitas cores, mas pode ter dificuldade para diferenciar determinadas combinações.

VERDADE

Existem testes simples de rastreio. As pranchas de Ishihara, com números ou formas formados por pontos coloridos, são um teste comum de triagem, especialmente para deficiências vermelho-verde. A avaliação clínica pode exigir outros testes e deve ser feita por um profissional de saúde ocular.

MITO

"Dá para curar comendo cenoura ou fazendo exercícios para os olhos." A deficiência genética na visão de cores não é corrigida por dieta, exercícios para os olhos ou força de vontade. Esses recursos não restauram a função normal dos cones.

VERDADE

Design pensado para daltonismo melhora a experiência de todo mundo. Contraste adequado, ícones junto às cores e rótulos de texto ajudam também em situações de brilho intenso, telas de baixa qualidade e ambientes com pouca luz.

VERDADE

Deuteranomalia não é o mesmo que deuteranopia. Na deuteranomalia, os cones M estão presentes, mas têm resposta alterada; na deuteranopia, a função dos cones M está ausente.

8

Boas práticas para quem constrói a Rede Acessível

Na Rede Acessível, a cor deve ser uma pista — nunca a única forma de comunicar uma informação. Em mapas, formulários, alertas, sinalização e serviços públicos, combine cor com texto, ícones, padrões, posição e contraste. Essa lógica também ajuda a tornar a informação mais clara para pessoas com baixa visão, em telas ruins ou sob diferentes condições de iluminação.

Cor informa. Texto, ícone e padrão confirmam.

Nunca só a cor

Todo estado (erro, sucesso, aviso) também tem ícone, texto ou padrão — a cor reforça a informação, mas não é a única pista.

Contraste real

Texto e elementos essenciais com contraste suficiente em relação ao fundo, seguindo os critérios da WCAG e testados antes de publicar.

Paleta segura

Prefira combinações que não dependam apenas de vermelho e verde no mapa colaborativo e nos indicadores de status, sempre acompanhadas de rótulos, ícones ou padrões.

Informação redundante

  • Use texto, ícone ou padrão junto da cor.
  • Rotule estados e categorias diretamente.

Acessibilidade desde o projeto

  • Defina paleta, contraste e estados antes da implementação.
  • Teste com simulações e, quando possível, com pessoas usuárias.

Alfabeto das Cores — ColorADD

O ColorADD é uma linguagem gráfica que combina símbolos para identificar e comunicar cores quando a cor é um fator de identificação, orientação ou escolha. É um recurso complementar: não substitui texto, contraste e outras pistas de acessibilidade.

Conhecer o ColorADD

App ColorADD

O aplicativo permite apontar a câmera para identificar cores e também trabalhar com imagens da galeria, com opção de descrição por áudio. O próprio ColorADD informa que os resultados são estimativas e podem variar com iluminação, câmera e sensor.

Conhecer o app

Jogo Color Flags

Uma opção lúdica para crianças e adultos: o Color Flags permite pintar 137 bandeiras nacionais, aprender geografia e descobrir curiosidades. Segundo a página oficial do jogo, há padrões, nomes descritivos de cores e narração por voz para apoiar pessoas com diferentes tipos de deficiência na visão de cores.

Conhecer o jogo

Fontes e referências

Para aprofundar, consulte fontes de saúde ocular e os recursos oficiais das ferramentas citadas nesta página. O simulador é educativo e não substitui avaliação clínica.

Arquitetura + acessibilidade visual

Daltonismo na arquitetura

Como a percepção das cores influencia a orientação, a segurança e a experiência nos espaços. A proposta é projetar ambientes, plantas, mapas e sinalizações que continuem compreensíveis sem depender apenas da cor.

O espaço também comunica

A cor é uma ferramenta de projeto — não deve ser a única

Em arquitetura, cores podem orientar a circulação, diferenciar setores, destacar elementos, organizar plantas e reforçar uma identidade. Quando uma informação importante depende exclusivamente da cor, parte dos usuários pode ter dificuldade para interpretá-la.

Orientar

Use cor para reforçar percursos, setores e destinos, combinando-a com nomes, símbolos, números, formas ou padrões.

Identificar

Portas, ambientes, pavimentos e equipamentos podem ter cores próprias, mas precisam de outras pistas para serem reconhecidos.

Hierarquizar

Contraste, espessura de linha, textura, posição e tipografia também constroem hierarquia visual no espaço e nas representações do projeto.

O daltonismo acontece quando os sistemas de percepção de cores funcionam de maneira diferente, alterando a forma como determinados tons são diferenciados. Na arquitetura, isso importa principalmente quando a cor é usada para transmitir uma informação necessária para encontrar, identificar ou interpretar um espaço.

Onde surgem as barreiras

Quatro situações em que o projeto pode depender demais da cor

Não significa que determinada combinação será sempre ilegível. A questão é testar se a informação continua compreensível quando a percepção das cores muda.

01 · orientação

Wayfinding e circulação

Um corredor azul para um setor e verde para outro pode funcionar como reforço, mas deve ser acompanhado por texto, símbolo, número, forma ou outro elemento reconhecível.

Somente cores
Cor + símbolo + texto
02 · representação

Plantas e mapas

Áreas com funções diferentes podem desaparecer como categorias distintas quando a legenda depende apenas de cores próximas. Tramas, códigos, rótulos e espessuras de linha tornam a leitura mais robusta.

Legenda por cor
Cor + padrão + rótulo
03 · segurança

Rotas e sinalização

Rotas de emergência, áreas de atenção e equipamentos de segurança devem ser identificáveis por elementos além da cor, com símbolos e mensagens claras.

Cor como única pista
Cor + símbolo + mensagem
04 · experiência

Materiais, bordas e iluminação

Diferenças de cor entre piso, parede, portas, degraus ou superfícies envidraçadas podem ser difíceis de perceber para algumas pessoas. Contraste visual, iluminação e diferenciação de forma ajudam a leitura do ambiente.

Diferença baseada no tom
Tom + contraste + forma

Plantas, mapas e diagramas

Faça a informação sobreviver sem a cor

Uma boa representação arquitetônica continua legível quando a pessoa não consegue distinguir perfeitamente uma categoria cromática. O objetivo é criar redundância: a mesma informação aparece por mais de um canal visual.

Legenda com rótulos

Nomeie ambientes, setores e percursos. Não dependa de uma legenda formada apenas por pequenos quadrados coloridos.

Padrões e texturas

Hachuras, tramas e padrões podem diferenciar categorias de áreas em plantas, mapas e diagramas.

Hierarquia gráfica

Espessura de linha, forma, tamanho e posição também ajudam a indicar paredes, percursos, limites, acessos e elementos importantes.

Teste antes de apresentar

Visualize o material com diferentes simulações e, quando possível, valide com pessoas com deficiência na visão de cores. A simulação é uma ferramenta de apoio, não uma representação perfeita da experiência individual.

Experiência espacial

O que o arquiteto pode reforçar no ambiente

Projetar para diferentes formas de percepção não significa abandonar a cor. Significa usá-la como parte de um sistema de comunicação espacial mais completo.

  • 01

    Entradas e acessos — associe identificação cromática a nomes, números, pictogramas e elementos arquitetônicos reconhecíveis.

  • 02

    Circulação — combine cores de percurso com setas, símbolos, textos e continuidade visual ao longo do caminho.

  • 03

    Escadas e mudanças de nível — não dependa apenas de uma diferença de cor para destacar bordas ou transições; contraste e desenho também comunicam.

  • 04

    Portas e ambientes — identificação visual pode combinar cor, tipografia, pictograma e posição.

  • 05

    Rotas de emergência — símbolos e mensagens devem continuar compreensíveis sem depender exclusivamente de vermelho, verde ou outras cores.

  • 06

    Apresentação do projeto — plantas, diagramas e mapas devem possuir legendas e códigos que não dependam somente da cor.

Mitos e decisões de projeto

Não é preciso eliminar a cor para projetar com acessibilidade

MITO

"Um projeto acessível para daltônicos não pode usar cores." Pode usar, sim. A questão é evitar que uma informação essencial seja transmitida somente pela cor.

VERDADE

Redundância melhora a comunicação. Cor acompanhada de texto, símbolo, padrão, forma ou posição cria mais de uma pista para interpretar o mesmo elemento.

MITO

"Basta escolher uma paleta considerada segura." Uma paleta pode reduzir confusões, mas acessibilidade depende também de contraste, contexto, iluminação, tamanho, acabamento e da informação que está sendo comunicada.

VERDADE

Testar é parte do processo. Simulações ajudam a identificar problemas em plantas, mapas e sinalizações. Sempre que possível, a avaliação deve incluir pessoas com diferentes formas de percepção visual.

Experimente no projeto

Simule diferentes visões sobre uma comunicação arquitetônica

Use o painel para perceber como uma paleta muda e depois ative reforços que representam uma estratégia de projeto: padrões, textos e contraste. A ferramenta é ilustrativa e não substitui testes com usuários.

Controles

Experimente uma condição de visão e compare a leitura.

Tipo de visão
Reforços de projeto
  • Rota A — acesso principal
  • Rota B — atenção
  • Área C — acesso restrito
Bloco A Bloco B Bloco C Serviço

Exemplo de legenda: acesso principal

Checklist do arquiteto

Antes de apresentar ou executar um projeto

01

Não dependa só da cor

Associe cor a texto, símbolo, padrão, forma, posição ou outra pista quando a informação for importante para orientação ou segurança.

02

Verifique o contraste

Observe a relação entre elementos e fundos, especialmente em bordas, degraus, portas, textos, mapas e sinalizações.

03

Teste a leitura

Use simulações como apoio e, quando possível, envolva usuários com diferentes formas de percepção visual na avaliação do projeto.

Referência normativa

Para projetos no Brasil, consulte a edição vigente da ABNT NBR 9050 e as demais normas técnicas e legislações aplicáveis ao tipo de edificação, ao espaço projetado e ao uso previsto.

Recurso externo — ColorADD

O ColorADD é uma linguagem gráfica de identificação e comunicação de cores que pode ser estudada como referência complementar em situações nas quais a cor participa da identificação, orientação ou escolha.

Recurso externo — Color Flags

O Color Flags é um jogo educativo de bandeiras e geografia que utiliza padrões, nomes descritivos das cores e pistas de voz, oferecendo um exemplo de comunicação que não depende exclusivamente da percepção das cores.

Importante

As simulações de daltonismo são aproximações e não reproduzem necessariamente a experiência individual de todas as pessoas com deficiência na visão de cores. Por isso, decisões de projeto devem considerar o contexto de uso, critérios de acessibilidade, avaliação técnica e, sempre que possível, validação com usuários reais.

Na mídia

Reconhecimento e imprensa

Uma trajetória de acessibilidade arquitetônica reconhecida por instituições públicas, veículos de imprensa e a própria categoria profissional.

1º Prêmio Nacional de Acessibilidade · 2021 35º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade · IPHAN · 2022
Acessibilidade & Patrimônio

Preservar também é garantir acesso.

Uma leitura integrada entre acessibilidade, arquitetura, patrimônio e território para compreender barreiras e apoiar decisões que mantenham os espaços históricos vivos, acessíveis e em uso.

PATRIMÔNIO + ACESSIBILIDADE

Como tornar acessível sem apagar a história?

Cidades históricas e espaços culturais carregam memória, identidade e pertencimento. Para que esse patrimônio continue vivo, ele precisa ser acessível às pessoas que o visitam, utilizam e vivenciam.

A Rede Acessível atua na compatibilização entre preservação e uso contemporâneo, identificando barreiras e produzindo informações que apoiam intervenções, gestão e políticas públicas.

PATRIMÔNIOmemória · identidade · arquitetura · paisagem
+
ACESSIBILIDADEacesso · autonomia · circulação · permanência
=
PERTENCIMENTOpatrimônio vivo e acessível
COMO A REDE ACESSÍVEL ATUA

Do território à decisão

A acessibilidade é analisada dentro do contexto arquitetônico, urbano e patrimonial — e não como uma adaptação isolada.

01

Leitura do território

Características urbanas, arquitetônicas e patrimoniais do lugar.

02

Leitura da acessibilidade

Barreiras físicas, comunicacionais, informacionais e atitudinais.

03

Diagnóstico integrado

Relação entre patrimônio, acessibilidade, uso e território.

04

Apoio à decisão

Informações para orientar projetos, intervenções e políticas públicas.

Acessibilidade não é o oposto da preservação. É parte do desafio de manter o patrimônio vivo.

Experiências de acessibilidade em espaços culturais

Experiências práticas que mostram como a leitura técnica pode revelar os desafios e as possibilidades de compatibilizar preservação, acesso e uso contemporâneo.

Fachada do Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói, com vidraça exibindo a palavra Bem-vindo

Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Icaraí, Niterói (RJ) · Inaugurado em 1975, no Campo de São Bento. Vistoria técnica com foco no acesso principal, na circulação entre pavimentos e nas galerias expositivas — revelando forte integração entre arquitetura e espaço aberto, mas desafios recorrentes de acessibilidade vertical, típicos de edificações da época.

Ler vistoria completa

Inaugurado em 13 de março de 1975, o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno foi criado em homenagem ao diplomata e incentivador das artes no Brasil, Paschoal Carlos Magno. Localizado no Campo de São Bento, em Icaraí, Niterói (RJ), o edifício foi projetado pelo arquiteto Luiz Henrique Bessil Monassa, integrando arquitetura institucional e espaço público em uma das áreas verdes mais simbólicas da cidade.

O conjunto arquitetônico abriga duas galerias expositivas principais: a Galeria Quirino Campofiorito, situada no térreo, e a Sala Hilda Campofiorito, localizada no pavimento superior. Além disso, o espaço inclui salas administrativas, acervo, cozinha e sanitários, compondo a infraestrutura necessária ao funcionamento cultural contínuo.

Um dos elementos mais significativos do centro é seu parque escultórico ao ar livre, que amplia a relação entre arte, paisagem e cotidiano urbano, reforçando o caráter de fruição pública do Campo de São Bento. Na varanda do edifício, ocorre quinzenalmente, aos domingos, o projeto "Música no Campo", que promove apresentações musicais abertas ao público, fortalecendo o uso cultural do espaço público.

O Centro Cultural oferece uma programação diversificada, com exposições, oficinas, atividades musicais e ações literárias, consolidando-se como um equipamento cultural de acesso democrático e inserção comunitária.

Vistoria técnica em acessibilidade

No contexto da atuação profissional, o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno foi objeto de vistoria técnica em acessibilidade, com foco na análise das condições de uso, circulação e permanência no edifício e em sua relação com o espaço público do Campo de São Bento.

A avaliação contemplou especialmente:

  • o acesso principal ao edifício e sua integração com o parque urbano;
  • a circulação entre os pavimentos e a conformação da escada como elemento estruturante;
  • as condições de acessibilidade nas galerias expositivas;
  • a relação entre espaços internos e o parque escultórico externo;
  • a legibilidade dos percursos e a autonomia de deslocamento dos usuários.

A análise evidenciou a forte integração entre arquitetura e espaço aberto, característica positiva do conjunto, ao mesmo tempo em que revelou desafios recorrentes em edificações da época, sobretudo no que se refere à acessibilidade vertical e à adaptação de fluxos para diferentes perfis de usuários.

A experiência reforçou a importância de compreender equipamentos culturais não apenas como espaços expositivos, mas como ambientes de convivência ampliada, nos quais a acessibilidade deve ser pensada de forma contínua entre edifício e paisagem urbana.

Endereço: Rua Lopes Trovão, s/n – Campo de São Bento, Icaraí, Niterói – RJ
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, 10h às 17h · Sábados, domingos e feriados, 10h às 15h

Site oficial ↗

Cúpula do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, parte do Caminho Niemeyer, à beira-mar

Caminho Niemeyer

Orla de Niterói (RJ) · Vistoria técnica realizada no âmbito da Prefeitura de Niterói (PMN), avaliando as condições de acessibilidade dos seis equipamentos do complexo — Memorial Roberto Silveira, Fundação Oscar Niemeyer, Teatro Popular, Centro de Atendimento ao Turista, Centro Petrobras de Cinema, MAC e Estação Hidroviária de Charitas.

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Niterói é a segunda cidade do mundo com o maior número de obras projetadas por Oscar Niemeyer, ficando atrás apenas de Brasília. À beira-mar, o município abriga um expressivo conjunto arquitetônico de caráter popular, concebido para promover a arte e a cultura. As edificações que compõem esse conjunto, incluindo o icônico Museu de Arte Contemporânea (MAC), fazem parte do percurso conhecido como Caminho Niemeyer, ao longo da orla da cidade.

No âmbito da Prefeitura Municipal de Niterói (PMN), foi realizada uma vistoria técnica em toda a extensão do complexo, com o objetivo de avaliar as condições de acessibilidade das obras projetadas por Niemeyer. A ação teve como foco a análise criteriosa da infraestrutura disponível, verificando o atendimento às normas de acessibilidade e identificando eventuais barreiras que comprometam o pleno acesso e a fruição dos espaços por todos os cidadãos.

Os seis equipamentos do Caminho Niemeyer

  • Memorial Roberto Silveira — centro de memória da história e literatura fluminense, com cúpula de concreto aparente e acervo de mais de 200 mil obras digitalizadas.
  • Fundação Oscar Niemeyer — dois blocos sobre um espelho d'água, com cúpula em formato de caracol e rampa principal de acesso ao mezanino.
  • Teatro Popular Oscar Niemeyer — capacidade para 460 pessoas, cobertura ondulada e palco reversível para até 10 mil pessoas ao ar livre.
  • Centro de Atendimento ao Turista de Niterói — marca o início do percurso, com informações e suporte aos visitantes.
  • Centro Petrobras de Cinema — em São Domingos, no formato de um rolo de filme, com cinco salas, café, livraria e galeria de artes.
  • Museu de Arte Contemporânea (MAC) — ancorado em sapata cilíndrica, com rampa externa de concreto vermelho e vista panorâmica da Baía de Guanabara.
  • Estação Hidroviária de Charitas — píer sobre estacas e salão panorâmico de embarque com 700 m² de vidro.

O Caminho Niemeyer é um dos maiores legados arquitetônicos deixados por Oscar Niemeyer e um dos principais atrativos culturais e turísticos de Niterói.

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Fachada do Solar do Jambeiro, casarão do século XIX revestido em azulejos portugueses, em Niterói

Solar do Jambeiro (antigo Palacete Bartholdy)

Niterói (RJ) · Casarão de 1872, tombado pelo IPHAN em 1974. Vistoria com foco na leitura integrada entre patrimônio histórico e uso contemporâneo — revelando os desafios de compatibilizar preservação e inclusão em edificações tombadas, como desníveis, escadas originais e limitações a intervenções estruturais.

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O Solar do Jambeiro é um exemplar significativo da arquitetura residencial urbana burguesa do século XIX em Niterói (RJ). Construído em 1872 pelo português Bento Joaquim Alves Pereira, o edifício se destaca pelo revestimento em azulejos portugueses e por sua implantação em uma antiga chácara arborizada, evidenciando a relação entre arquitetura, paisagem e modos de vida da elite urbana da época.

Inicialmente utilizado como residência, o imóvel teve ao longo do tempo diferentes usos, incluindo a moradia do pintor Antônio Parreiras, além de abrigar o Clube Internacional e o Colégio da Sagrada Família, o que evidencia sua adaptabilidade funcional e sua inserção em diferentes contextos sociais e culturais da cidade.

Em 1892, o solar foi adquirido pelo diplomata dinamarquês Georg Christian Bartholdy. A família passou a residir no imóvel a partir de 1920, período em que foram realizadas alterações internas, sem, contudo, eliminar completamente suas características arquitetônicas originais.

O palacete foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1974, reconhecendo seu valor histórico, arquitetônico e cultural. Após anos de abandono e descaracterização, o imóvel foi desapropriado pela Prefeitura de Niterói em 1997 e passou por um processo de restauração coordenado por Cláudio Valério Teixeira, sendo reaberto ao público em 2001.

Atualmente, o Solar do Jambeiro constitui um importante espaço cultural da cidade, destinado a exposições, atividades artísticas e eventos, consolidando-se como um equipamento de fruição pública e preservação da memória arquitetônica de Niterói.

Vistoria técnica em acessibilidade

O Solar do Jambeiro foi objeto de vistoria técnica em acessibilidade, realizada com foco na leitura integrada entre patrimônio histórico e uso contemporâneo do edifício. A análise contemplou principalmente as condições de circulação, os acessos entre níveis, a relação entre espaços internos e externos e as possibilidades de adaptação do imóvel sem comprometer suas características originais.

A vistoria permitiu observar, na prática, os desafios recorrentes em edificações tombadas, especialmente no que se refere à compatibilização entre preservação e inclusão. Elementos como desníveis, escadas originais, limitações de intervenções estruturais e fluxos restritos evidenciam a complexidade de tornar o patrimônio plenamente acessível.

Ao mesmo tempo, a experiência reforçou a importância de soluções projetuais sensíveis, que respeitem a integridade histórica do bem e, simultaneamente, ampliem o direito de acesso e fruição cultural. Nesse sentido, o Solar do Jambeiro se apresenta como um caso emblemático da necessidade de integrar acessibilidade desde a leitura inicial do patrimônio, e não apenas como intervenção posterior.

Fachada neoclássica da Câmara Municipal de Niterói, antigo edifício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Câmara Municipal de Niterói

Centro de Niterói (RJ) · Sede legislativa de 1917 (antiga Assembleia Legislativa do RJ), projetada por Heitor de Melo. Uma das primeiras vistorias técnicas em acessibilidade realizadas — marco inicial na observação de barreiras arquitetônicas em edifícios públicos históricos, projetados antes das legislações contemporâneas de acessibilidade.

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A Câmara Municipal de Niterói é o órgão legislativo responsável por elaborar, discutir e fiscalizar as leis no âmbito do município. Fundada em 11 de agosto de 1819, a instituição é atualmente composta por 21 vereadores, eleitos democraticamente para representar os interesses da população e atuar na construção das políticas públicas da cidade.

Sua sede está instalada em um edifício de relevante valor histórico, localizado na Praça da República, no Centro de Niterói — área que integra um importante conjunto cívico-cultural do município. Entre 1917 e 1975, o prédio abrigou a antiga Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, período em que Niterói ainda exercia a função de capital estadual.

O edifício foi projetado pelo arquiteto Heitor de Melo e construído sob supervisão do arquiteto Pedro Campofiorito, constituindo um exemplar expressivo da arquitetura institucional do início do século XX, reunindo valor estético, simbólico e histórico. Sua linguagem arquitetônica reflete a monumentalidade típica dos edifícios públicos da época, ao mesmo tempo em que organiza fluxos institucionais, áreas administrativas e espaços de representação política.

Além de sua função legislativa, o prédio também abriga o Arquivo Público Municipal e recebe exposições culturais, ampliando seu papel como equipamento de preservação da memória política e artística da cidade. Essa multifuncionalidade reforça sua importância como espaço cívico vivo, onde convivem administração pública, cultura e história.

Vistoria técnica em acessibilidade

Esta foi uma das primeiras vistorias técnicas em acessibilidade realizadas, constituindo um marco inicial na observação crítica das condições de uso, circulação e inclusão em edifícios públicos de relevância histórica. A experiência possibilitou compreender, de forma prática, como as barreiras arquitetônicas se manifestam em edificações institucionais consolidadas, muitas vezes projetadas em períodos anteriores às legislações contemporâneas de acessibilidade.

A vistoria contribuiu para consolidar um olhar técnico voltado não apenas à preservação do patrimônio, mas também à necessidade de compatibilizar suas características históricas com o direito de acesso universal. Nesse sentido, tornou-se evidente que a acessibilidade em edifícios públicos não deve ser tratada como intervenção complementar, mas como parte estruturante da qualificação do espaço urbano e institucional.

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Fachada neoclássica do Museu Janete Costa de Arte Popular, sobrado do século XIX na Boa Viagem, Niterói

Museu Janete Costa de Arte Popular

Boa Viagem, Niterói (RJ) · Um dos primeiros equipamentos culturais em que foi desenvolvido um olhar técnico de acessibilidade, com proposta de intervenção para integrar melhor os dois sobrados históricos do século XIX que compõem o museu, interligados por uma escada metálica entre pavimentos.

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O Museu Janete Costa de Arte Popular foi um dos primeiros equipamentos culturais nos quais foi desenvolvido um olhar técnico voltado à acessibilidade, com o objetivo de propor uma intervenção que promovesse maior integração entre os dois sobrados históricos que compõem o edifício. Localizado no bairro da Boa Viagem, em Niterói (RJ), o museu ocupa construções do século XIX, com fachadas neoclássicas preservadas, e tem como missão o resgate, a valorização e a difusão da cultura popular brasileira.

Inaugurado em 2013, o museu se destaca pela qualidade arquitetônica e pela preservação dos elementos originais da edificação, aliando a linguagem histórica à requalificação do espaço para uso cultural. O projeto de restauração e intervenção na fachada tombada foi realizado pelo arquiteto Mário Costa Santos, filho da pesquisadora pernambucana Janete Costa — referência nacional na área de arte popular — cujo nome dá identidade à instituição.

O espaço é distribuído em três salas amplas ao longo de dois pavimentos, interligados por uma escada metálica, e abriga exposições com curadoria multidisciplinar, que articulam cultura popular, educação e turismo. As mostras promovem experiências sensoriais e abordagens contemporâneas sobre temas sociais e culturais, utilizando diferentes linguagens artísticas.

Único museu dedicado exclusivamente à arte popular em Niterói, o Museu Janete Costa constitui um espaço democrático, acessível e voltado a artistas e movimentos culturais de todo o país, com entrada gratuita. Seu acervo, com cerca de 100 obras, reúne trabalhos de mestres consagrados como Nicola, Fernandes Rodrigues, Amaro Vitalino, Adalton Fernandes, Mestre Vitalino, Dim Brinquedim e Fábio Francino, entre outros, sendo constantemente ampliado por meio de doações de artistas, instituições e colecionadores.

Nesse contexto, o museu se consolida não apenas como equipamento cultural, mas como espaço de preservação da memória, de circulação de saberes e de aproximação entre arquitetura, cultura popular e sociedade.

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Museu de Cinema de Oscar Niemeyer, Niterói/RJ, com rampa sinuosa de acesso

Museu de Cinema de Oscar Niemeyer

Niterói (RJ) · Integrante do Caminho Niemeyer, concebido para ser o maior museu de cinema do Brasil, com volumetria em forma de rolo de filme. Vistoria técnica realizada ainda na graduação, durante a fase de implantação do edifício, com foco na acessibilidade dos fluxos e na relação entre os diversos usos do conjunto.

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O Museu de Cinema, projetado por Oscar Niemeyer e integrante do complexo cultural Caminho Niemeyer, ocupou um papel significativo na minha formação em Arquitetura e Urbanismo. Durante a graduação, participei da vistoria técnica do edifício em um momento em que o projeto ainda se encontrava em fase de implantação, o que possibilitou uma leitura aprofundada não apenas de sua linguagem formal, mas também das intenções programáticas e dos desafios técnicos envolvidos em sua concepção.

Concebido para ser o maior museu de cinema do Brasil, o edifício apresenta uma volumetria emblemática em forma de rolo de filme, que estabelece um diálogo direto com a linguagem simbólica do cinema e com a paisagem da orla de Niterói. A experiência de percorrer o espaço permitiu compreender como Niemeyer utiliza a forma como narrativa, transformando a arquitetura em um elemento expressivo, comunicativo e de forte impacto urbano.

Durante a vistoria, o olhar técnico esteve especialmente voltado às condições de acessibilidade e à relação entre circulação, usos e fruição dos espaços. O conjunto projetado previa, além do museu, salas de cinema, auditório, livraria, bistrô e áreas de convivência, exigindo atenção cuidadosa à articulação entre fluxos horizontais e verticais, desníveis e autonomia dos usuários. Nesse contexto, a acessibilidade se revelou não apenas como requisito técnico, mas como parte estruturante da experiência espacial.

Essa vivência foi decisiva para o amadurecimento do entendimento sobre acessibilidade em edifícios culturais de grande escala, evidenciando que a qualidade formal da arquitetura precisa caminhar de forma indissociável do compromisso com o acesso universal. A análise do projeto reforçou a importância de incorporar a acessibilidade desde as etapas iniciais de concepção, garantindo o uso democrático e pleno do espaço construído.

Anos mais tarde, com a inauguração do edifício em 24 de agosto de 2016, o antigo Museu de Cinema passou a funcionar como Reserva Cultural, consolidando-se como um importante equipamento cultural da cidade. Ter participado de uma etapa inicial de análise desse projeto contribuiu de maneira significativa para a consolidação de uma postura profissional atenta à técnica, à função social e ao valor simbólico da arquitetura.

Vista aérea do complexo esportivo da ANDEF, com piscina, arquibancadas e pista de atletismo

ANDEF – Centro de Treinamento Paraolímpico

Niterói (RJ) · Primeiro Centro de Treinamento Paraolímpico do Brasil, referência nacional e internacional em acessibilidade, esporte paralímpico e inclusão social desde 1981. Contato iniciado ainda na graduação em Arquitetura e Urbanismo.

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Experiência na ANDEF – acessibilidade, esporte e inclusão

A minha primeira conexão com a ANDEF (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos) ocorreu em paralelo à graduação em Arquitetura e Urbanismo, momento em que iniciei meus estudos e práticas de projeto. Desde o início da formação acadêmica, tive contato direto com o tema da acessibilidade, o que foi determinante para a construção do meu olhar técnico e crítico sobre o espaço construído.

Esse contato inicial, ainda durante a faculdade, possibilitou compreender a acessibilidade não apenas como requisito normativo, mas como uma dimensão essencial do projeto arquitetônico e urbano, diretamente relacionada ao direito à cidade, à autonomia e à inclusão social.

ANDEF como referência em acessibilidade e esporte paralímpico

A ANDEF se consolidou como uma instituição de referência nacional e internacional em acessibilidade, esporte paralímpico e inclusão social. Sua atuação integra esporte, reabilitação e cidadania, constituindo um importante marco no desenvolvimento de políticas e práticas voltadas às pessoas com deficiência.

A instituição abriga o primeiro Centro de Treinamento Paraolímpico do Brasil, estruturado para atender atletas e usuários com diferentes tipos de deficiência, promovendo desempenho esportivo e inclusão em um mesmo ambiente.

O complexo possui aproximadamente 42.000 m² e conta com uma infraestrutura completa, incluindo ginásio poliesportivo adaptado, piscina acessível para treinamento e reabilitação, áreas esportivas multiuso, hotel com acessibilidade e espaços de convivência e suporte institucional.

Desde 1981, a ANDEF reúne mais de 700 associados com deficiência, consolidando-se como um espaço de referência na promoção da autonomia, da reabilitação e da participação social.

Experiência e formação em acessibilidade

A aproximação com a ANDEF, desde o período acadêmico, foi fundamental para o aprofundamento da minha formação em acessibilidade arquitetônica. A vivência nesse contexto permitiu observar, de forma prática, como o espaço construído pode atuar diretamente na ampliação ou na limitação das possibilidades de uso, circulação e pertencimento.

Esse contato inicial consolidou uma compreensão ampliada de acessibilidade como princípio estruturante do projeto, influenciando diretamente minha trajetória profissional e o desenvolvimento de uma atuação voltada à inclusão, ao esporte paralímpico e à qualificação dos espaços para todos os corpos.

Próximos dispositivos culturais em breve.
Retrato de Mônica Flôres, fundadora da Rede Acessível
Fundadora da Rede Acessível

Mônica Flôres

Arquiteta e urbanista, especialista em Administração Pública Municipal. Natural de Ouro Preto (MG), atua na promoção da acessibilidade arquitetônica, da preservação do patrimônio cultural, do planejamento urbano inclusivo e da articulação em rede aplicada às políticas públicas.

1º Prêmio Nacional de Acessibilidade · 2021 35º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade · IPHAN Pós-graduada em Administração Pública Municipal (UFV)

Trajetória

Natural de Ouro Preto (MG), cidade protegida pelo IPHAN desde 1938 e primeira do Brasil a receber o título de Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1980, Mônica formou-se Técnica em Edificações pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG – Campus Ouro Preto) em 2010. Nos primeiros anos de carreira, atuou em projetos de regularização no perímetro tombado da cidade e em projetos de combate a incêndio e pânico, até março de 2013.

Naquele ano, aprovada na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e no Centro Universitário Anhanguera de Niterói, optou por esta última e mudou-se para Niterói para cursar Arquitetura e Urbanismo. Formou-se em 2018, com monografia sobre intervenções arquitetônicas contemporâneas em preexistências protegidas, com foco no Forte do Gragoatá. O trabalho resultou em um dos levantamentos arquitetônicos mais atualizados do monumento, registrado sob seus direitos autorais na Biblioteca Nacional, para ampliar o acesso ao conhecimento sobre a arquitetura das fortificações brasileiras.

Em Niterói, atuou em projetos de instalações hospitalares e design de interiores, como estagiária no escritório da arquiteta Cristina Grossi, e consolidou sua trajetória em acessibilidade arquitetônica na então Secretaria Municipal de Acessibilidade da Prefeitura, em gestão conduzida por uma importante liderança do esporte paralímpico brasileiro, que viria a presidir o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP). Na Divisão de Arquitetura, Mônica realizou vistorias técnicas e mapeamentos das condições de acessibilidade física em espaços públicos, equipamentos culturais (Museu Janete Costa, edifício dos Correios e Solar do Jambeiro) e escolas municipais. Destacou-se no levantamento completo do Caminho Niemeyer, com ênfase no Museu do Cinema (atual Reserva Cultural / Centro Petrobras de Cinema), projeto de Oscar Niemeyer.

Em 2019, retornou a Minas Gerais e iniciou, em Ouro Preto, uma nova etapa dedicada à acessibilidade arquitetônica em cidades históricas. Em 8 de outubro de 2019, fundou a Rede Acessível, cuja primeira ação foi o primeiro Crowdfunding Inclusivo das Cidades Históricas de Minas Gerais, para viabilizar soluções inclusivas para famílias de baixa renda. Desde então, integra arquitetura, patrimônio cultural, inovação cívica, advocacy e gestão pública, fortalecendo a acessibilidade como componente estratégico do planejamento urbano e da preservação histórica, especialmente em Minas Gerais.

Em 2025, ampliou sua atuação para a agenda climática. Participou do Hackathon Diálogos Locais 2025, no Rio de Janeiro, e fundou a Rede Conecta Clima, plataforma colaborativa em prol da Inteligência Territorial Climática, que conecta dados à população exposta a desastres extremos.

Linha do tempo

  • 2010

    Forma-se Técnica em Edificações pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG – Campus Ouro Preto) e inicia sua atuação em projetos de regularização e de combate a incêndio e pânico no perímetro tombado de Ouro Preto.

  • 2013

    Muda-se para Niterói (RJ) para cursar Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Anhanguera, após aprovação simultânea na UFOP.

  • 2018

    Graduada em Arquitetura e Urbanismo, com monografia sobre o Forte do Gragoatá registrada na Biblioteca Nacional. Atua com acessibilidade junto à Secretaria Municipal de Acessibilidade de Niterói, com levantamentos em equipamentos culturais e no Caminho Niemeyer.

  • 2019

    Retorna a Minas Gerais e, em 8 de outubro, funda a Rede Acessível, organização de advocacy em rede, educação, inovação social e incidência em políticas públicas por ambientes construídos mais acessíveis.

  • 2019

    Lança o Crowdfunding Inclusivo, primeira ação da Rede Acessível, voltado a apoiar projetos de acessibilidade em patrimônios históricos de Minas Gerais.

  • 2021

    Recebe o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na categoria Acessibilidade Arquitetônica, sendo a única pessoa física reconhecida na categoria.

  • 2022

    A Rede Acessível foi habilitada na região Sudeste para a 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, em 2022.

  • 2024

    Conclui, entre julho de 2022 e março de 2024, a Pós-Graduação em Administração Pública Municipal pela UFV, com estudo sobre o Programa ICMS Patrimônio Cultural à luz da Teoria da Mudança e do Modelo Lógico.

  • 2024

    Inicia pós-graduação na UFMG (pausada em nov/2024).

  • 2025

    Participa do Hackathon Diálogos Locais 2025, no Rio de Janeiro.

  • 2025

    Funda a Rede Conecta Clima, plataforma colaborativa em prol da Inteligência Territorial Climática, conectando dados à população exposta a desastres extremos.

Iniciativas da Rede Acessível

Medida Acessível

Alinhado ao ODS 11, capacita profissionais para incorporar acessibilidade desde a concepção de projetos arquitetônicos, com ferramentas educativas como trenas simbólicas e exclusivas.

REDE Distribuindo Afeto

Inclusão social por meio da distribuição de livros, ações culturais e fortalecimento dos vínculos comunitários.

Plataforma Colaborativa de Mapeamento

Permite que qualquer pessoa registre, localize e acompanhe barreiras urbanísticas, transformando experiências em dados georreferenciados para políticas públicas.

Principais competências

Arquitetura e Urbanismo Acessibilidade Arquitetônica Patrimônio Cultural Planejamento Urbano Administração Pública Inovação Cívica Inteligência Territorial Ciência Cidadã Políticas Públicas Urbanas Justiça Territorial e Climática Empreendedorismo Social

Não sabe o que é advocacy ou por que não é a mesma coisa que "advocacia"? .

Convide para uma palestra

Mônica Flôres recebe convites para palestras, aulas e mentorias sobre acessibilidade arquitetônica, patrimônio cultural e políticas públicas urbanas. Conte um pouco sobre o seu evento e ela retorna por e-mail.

Ao enviar, você concorda que a Rede Acessível use estes dados só para responder ao seu convite.

Ensaio autobiográfico

REDE
ACESSÍVEL

Arquitetura, Cidades e Pertencimento

Não é um manual técnico nem um relato autobiográfico convencional. Entre narrativa, ensaio e análise, Mônica Flôres parte da infância em Ouro Preto e da experiência do corpo em movimento para ler a cidade e perguntar: quem pode permanecer? Quem decide? Que mundo estamos projetando quando projetamos cidades?

Com prefácio de Carlos Magno de Souza Paiva

Em breve

Você receberá um aviso assim que o livro estiver disponível. Nada além disso.

Capa do livro Rede Acessível: Arquitetura, Cidades e Pertencimento, ensaio autobiográfico de Mônica Flôres

Um livro que reconhece a experiência vivida como fonte legítima de conhecimento sobre a cidade.

Acessibilidade como princípio ético e político, anterior às normas e aos dispositivos técnicos.

21 capítulos em três partes e 11 anexos, num percurso que vai da formação da autora à criação da Rede Acessível.

Sobre o livro

Rede Acessível: Arquitetura, Cidades e Pertencimento nasce do encontro entre experiência vivida, prática profissional e reflexão crítica sobre arquitetura, cidade e decisões institucionais. Pelo caminho, o texto passa pela chegada ao Rio de Janeiro e pelo trabalho com acessibilidade em cidades históricas. Os anexos reúnem ensaios, leituras territoriais e prática institucional.

Dirige-se a profissionais, estudantes, gestores públicos e leitores interessados em compreender a cidade como espaço de cuidado, decisão e compromisso coletivo.

Sobre a autora

Mônica Flôres é arquiteta e urbanista, natural de Ouro Preto (MG). Formou-se técnica em Edificações pelo IFMG (2010), graduou-se em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Anhanguera de Niterói (2018) e é pós-graduada em Administração Pública Municipal pela UFV. Em Niterói (RJ), atuou em vistorias e mapeamentos de acessibilidade em espaços públicos e equipamentos culturais, como o Caminho Niemeyer.

Em 2019, de volta a Minas Gerais, fundou a Rede Acessível, iniciativa de defesa de cidades mais acessíveis, com foco nas cidades históricas. O livro leva o nome dessa iniciativa. Em 2021, recebeu o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Foi a única pessoa física reconhecida na categoria Acessibilidade Arquitetônica. A Rede também foi finalista, pela região Sudeste, do 35º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN. Este é o seu primeiro livro.

Sobre o prefaciador

O prefácio é de Carlos Magno de Souza Paiva, professor da UFOP e coordenador do Núcleo de Pesquisas em Direito do Patrimônio Cultural. Também natural de Ouro Preto, coordenou o Comitê Científico da Carta de Ouro Preto (2023) e integra o Conselho Consultivo do projeto One-company towns in Brazil, do Latin American Centre da Universidade de Oxford.

Doutor em Direito Público pela PUC Minas (2014). Entre suas obras:

  • Direito do Patrimônio Cultural: Autonomia e Efetividade
  • Regime Jurídico do Bem Cultural Edificado no Brasil
  • Manual para Quem Vive em Casas Tombadas, organizado com André Henrique Macieira de Souza (IDPC Brasil, 2026)

Ensaio autobiográfico

Rede Acessível

Em breve. Entre na lista e avisaremos quando estiver disponível.

Palavras que usamos

Glossário de Acessibilidade

Termos técnicos, conceitos e expressões presentes no nosso trabalho — explicados de forma simples e acessível para ajudar a compreender as barreiras, os direitos e as possibilidades de construir cidades mais inclusivas.

Termos

Advocacy

Advocacy é a prática de defender, apoiar e reivindicar direitos e interesses de pessoas ou grupos, buscando influenciar leis, políticas públicas, decisões e práticas institucionais.

O termo, em inglês, não se confunde com advocacia, que é a profissão jurídica regulamentada no Brasil. Advocacy pode ser realizado por pessoas, organizações, movimentos e pela própria pessoa com deficiência — neste último caso, também chamado de self-advocacy.

Barreiras

Barreira é qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa com deficiência ou o exercício de seus direitos.

As barreiras podem ser:

  • Urbanísticas — presentes nas vias e nos espaços públicos e privados de uso coletivo;
  • Arquitetônicas — presentes nos edifícios e espaços construídos;
  • Nos transportes — relacionadas aos sistemas e meios de transporte;
  • Nas comunicações e na informação — que dificultam o acesso à comunicação e à informação;
  • Atitudinais — relacionadas a preconceitos, comportamentos e discriminações;
  • Tecnológicas — que dificultam ou impedem o acesso às tecnologias.

Eliminar barreiras é uma das bases para garantir acessibilidade, autonomia e participação social.

Capacitismo

Capacitismo é a discriminação ou o preconceito contra pessoas com deficiência, baseado na ideia de que determinados corpos, formas de funcionamento ou capacidades seriam superiores ou mais desejáveis que outras.

Ele pode aparecer em atitudes, comportamentos, discursos, relações sociais e também na forma como espaços, serviços e políticas são planejados.

Combater o capacitismo significa reconhecer a diversidade humana, garantir direitos e remover barreiras que impedem a participação plena das pessoas com deficiência na sociedade.

Desenho Universal

Desenho Universal é a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços para que possam ser utilizados pelo maior número possível de pessoas, independentemente de idade, capacidade ou condição, sem a necessidade de adaptação ou projeto específico.

Não se trata de criar soluções especiais para uma minoria, mas de projetar melhor desde o início, considerando a diversidade humana.

O conceito foi sistematizado pelo arquiteto Ronald Mace e seus colaboradores e é orientado por sete princípios:

  1. Uso equitativo;
  2. Flexibilidade de uso;
  3. Uso simples e intuitivo;
  4. Informação perceptível;
  5. Tolerância ao erro;
  6. Baixo esforço físico;
  7. Tamanho e espaço adequados para aproximação e uso.

Exclusão, Segregação, Integração e Inclusão

Esses quatro conceitos ajudam a compreender diferentes formas de relação da sociedade com as pessoas com deficiência.

Exclusão acontece quando a pessoa é impedida de participar do convívio social.

Segregação ocorre quando a pessoa participa, mas em espaços ou grupos separados das demais pessoas.

Integração acontece quando a pessoa é inserida em ambientes comuns, mas precisa se adaptar às estruturas e condições existentes.

Inclusão acontece quando a sociedade e seus ambientes são transformados para acolher a diversidade, garantindo que todas as pessoas possam participar em igualdade de condições.

A diferença fundamental está em quem precisa mudar: na integração, espera-se que a pessoa se adapte; na inclusão, a sociedade também assume a responsabilidade de transformar o ambiente e remover barreiras.

Neuroacessibilidade

Neuroacessibilidade é uma abordagem que busca compreender como diferentes pessoas percebem, processam informações e interagem com os ambientes, incorporando essa diversidade ao planejamento e à concepção dos espaços.

Ela aproxima conhecimentos de arquitetura, design, neurociência e experiência humana para pensar ambientes mais previsíveis, compreensíveis, confortáveis e inclusivos, considerando diferentes formas de perceber e vivenciar a cidade — inclusive por pessoas neurodivergentes e pessoas com deficiências sensoriais, intelectuais ou psicossociais.

Ostracismo Social

Ostracismo social é o afastamento ou a exclusão de uma pessoa ou grupo do convívio social.

No contexto da deficiência, pode ocorrer quando preconceitos, estigmas e barreiras arquitetônicas, comunicacionais ou atitudinais dificultam ou impedem a presença e a participação da pessoa com deficiência nos espaços comuns da sociedade.

Quando uma pessoa não consegue acessar uma praça, entrar em um edifício, utilizar um transporte, compreender uma informação ou participar de uma atividade, a barreira não está apenas nela: está também no ambiente e na forma como a sociedade foi organizada.

Tecnologia Assistiva

Tecnologia Assistiva reúne produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços destinados a promover a funcionalidade e a participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Seu objetivo é ampliar autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.

Exemplos incluem cadeiras de rodas, leitores de tela, órteses, próteses, recursos de comunicação alternativa e outras soluções que auxiliem a pessoa em suas atividades e participação social.

Rede de competências

Profissionais da Rede Acessível

Onde conhecimento encontra oportunidade. A Rede Acessível conecta profissionais que acreditam que acessibilidade se constrói com conhecimento, colaboração e ação.

A Rede de Competências reúne diferentes saberes — arquitetura, urbanismo, engenharia, tecnologia, acessibilidade, patrimônio cultural, gestão, pesquisa, comunicação e outras áreas — formando uma inteligência profissional capaz de responder aos desafios reais das cidades.

Cada profissional representa uma competência que pode contribuir para transformar territórios e ampliar o direito à cidade.

Seu conhecimento pode ser a conexão que faltava.

Ao cadastrar seu perfil, você passa a integrar um ecossistema de profissionais que podem ser conectados a iniciativas, pesquisas, projetos, demandas e oportunidades relacionadas à acessibilidade e à transformação urbana.

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