Participação cidadã
Pessoas identificam e relatam barreiras a partir da experiência cotidiana nos espaços e serviços da cidade.
Relatar uma barreiraA Rede Acessível é a ponte entre quem vive a cidade, quem projeta soluções e quem transforma políticas em ação.
Conectamos participação cidadã, conhecimento profissional e gestão pública para identificar barreiras, orientar decisões e apoiar soluções inclusivas.
A acessibilidade se fortalece quando a experiência de quem vive a cidade encontra conhecimento técnico e capacidade de gestão.
Pessoas identificam e relatam barreiras a partir da experiência cotidiana nos espaços e serviços da cidade.
Relatar uma barreiraProfissionais qualificam informações, realizam diagnósticos e desenvolvem soluções adequadas a cada contexto.
Conhecer a Rede de competênciasInstituições e municípios podem utilizar dados, indicadores e apoio técnico para planejar, priorizar e acompanhar ações.
Conhecer soluções para municípiosA Rede conecta informação territorial, experiência vivida e conhecimento técnico — não se limita à visualização de um mapa.
Da identificação das barreiras à construção de soluções técnicas e políticas públicas permanentes, articulamos conhecimento, participação e capacidade de gestão.
Organização e análise de informações para apoiar diagnósticos, planejamento e decisões estratégicas sobre acessibilidade urbana.
Explore o mapa colaborativoIdentificação participativa de barreiras urbanas, com registros, fotografias e informações territoriais compartilhadas por quem vive a cidade.
Relate uma barreiraArticulação de conhecimento técnico para conciliar acessibilidade, direito à cidade e preservação do patrimônio cultural.
Conheça essa atuaçãoFormação de equipes, universidades e organizações em acessibilidade urbana, inclusão e qualificação dos espaços.
Conheça a trajetóriaDesenvolvimento de iniciativas e parcerias entre instituições, profissionais e comunidades para enfrentar barreiras territoriais.
Conheça a RedeApoio técnico para estruturar prioridades, ações e acompanhamento permanente da acessibilidade nos municípios.
Soluções para municípiosExplore o mapa das barreiras, conheça as evidências registradas e acesse seu espaço na Rede.
Indicadores projetados para a Fase 1. São metas de planejamento, não resultados alcançados nem contagens em tempo real. A plataforma permanece em fase de testes e validação.
Cada barreira relatada é um passo para cidades mais inclusivas.
Estes números não são resultados da Rede — são o tamanho do desafio e do público que ela pode alcançar.
Use os filtros para visualizar e acompanhar os pontos de acessibilidade no mapa.
Profissionais verificados e comprometidos com a construção de cidades mais acessíveis.
Plataforma colaborativa de Inteligência Territorial Climática que conecta dados à população exposta a desastres extremos. Mapear vulnerabilidades territoriais é também mapear acessibilidade: pessoas com deficiência estão entre as mais afetadas por eventos climáticos extremos, e esses dados ajudam a planejar respostas de emergência verdadeiramente inclusivas.
Seguir no Instagram (abre em nova aba)Fundado em 2018 por Mônica Flôres, o Studio MF Arquitetura desenvolve projetos arquitetônicos orientados por propósito e identidade — a mesma visão que, um ano depois, daria origem à própria Rede Acessível.
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Como especialista em Arquitetura Equestre, Luíza pode aplicar esse olhar técnico aos centros de equoterapia — espaços fundamentais para a inclusão de pessoas com deficiência no Brasil. Projetar pensando em acessibilidade desde a concepção é o que torna essas estruturas realmente prontas para cumprir seu papel terapêutico e social.
🏅 1º Prêmio de Acessibilidade (@mdhcbrasil) · Cidades históricas + inclusivas, experiências reais. Acompanhe os relatos de barreiras, as ações da rede e os bastidores da construção de cidades mais acessíveis.
Seguir no Instagram (abre em nova aba)Como funciona
Três frentes conectadas: relato, mapeamento e associação.
Formulário simples para registrar calçadas, rampas e travessias inacessíveis.
Cada relato vira um ponto no mapa colaborativo, visível para toda a rede.
Associados sustentam a operação e têm acesso à área exclusiva de oportunidades.
O formulário é incorporado diretamente do Airtable — seus dados não passam pelo servidor do site.
Mapa real (OpenStreetMap), com localizações de respondentes da pesquisa de validação social da Rede Acessível, coloridas pelo nível de impacto percebido.
Filtre por categoria, situação e região para ver onde as barreiras estão concentradas.
Plataforma de dados urbanos abertos e georreferenciados da ReDUS — Rede para o Desenvolvimento Urbano Sustentável — com camadas de moradia, população, saúde, educação, infraestrutura e serviços de Mariana/MG. Fruto da cooperação entre GIZ, MDR, Frente Nacional de Prefeitos e Aliança pela Inovação e Sustentabilidade. Fonte externa — não faz parte do mapa colaborativo da Rede Acessível.
View do Airtable configurada de acordo com as diretrizes da LGPD.
Relato de cidadão
Relato de cidadão
Zona sul, relato recente
Acessibilidade é direito e responsabilidade do poder público. Uma política municipal estruturada ajuda a planejar investimentos, estabelecer prioridades e qualificar a prestação dos serviços públicos.
A legislação brasileira estabelece parâmetros e responsabilidades relacionados à acessibilidade nos espaços urbanos, edificações, equipamentos públicos, transportes, comunicação e serviços. Entre os principais marcos estão a Lei Brasileira de Inclusão — Lei nº 13.146/2015, a Lei nº 10.098/2000, o Decreto Federal nº 5.296/2004 e as normas técnicas da ABNT, incluindo a NBR 9050.
Uma política municipal estruturada contribui para que planejamento, contratação, projeto e execução considerem a acessibilidade desde o início.
Ministérios Públicos, Tribunais de Contas e demais órgãos de controle acompanham a implementação das políticas de acessibilidade e as condições de acesso aos equipamentos e serviços públicos.
Diagnósticos técnicos, registros territoriais, planos de ação e indicadores permitem conhecer a situação do município, estabelecer prioridades e demonstrar a evolução das medidas adotadas.
Acessibilidade também é planejamento de investimento público. Emendas parlamentares, convênios, programas estaduais e federais e outras fontes de financiamento podem apoiar ações de diagnóstico, projeto, adequação e qualificação dos espaços públicos.
A Rede Acessível apoia o município na estruturação técnica das demandas e na definição de prioridades, de acordo com as necessidades identificadas no território.
Apoio técnico especializado para municípios que desejam transformar a acessibilidade em uma política pública estruturada, planejada e permanente.
Diagnósticos, projetos, capacitação, planejamento e monitoramento para identificar barreiras, definir prioridades e apoiar a implementação de soluções acessíveis em todo o território municipal.
Levantamento técnico e territorial das barreiras existentes nos espaços públicos, equipamentos, vias e serviços. A análise pode contemplar aspectos físicos, comunicacionais e atitudinais, permitindo compreender onde estão os principais obstáculos à participação das pessoas.
Desenvolvimento e orientação técnica para edifícios públicos, escolas, unidades de saúde, praças, espaços urbanos, equipamentos culturais, atendimento ao cidadão e áreas de circulação e acesso.
As soluções consideram território, legislação, normas técnicas e, quando pertinente, as especificidades do patrimônio cultural.
Formação de servidores, equipes técnicas, conselhos, gestores e lideranças comunitárias para ampliar a capacidade do próprio município de identificar, planejar e acompanhar ações de acessibilidade.
Criação de indicadores, registros e mecanismos de acompanhamento que permitam avaliar a evolução das ações e atualizar periodicamente as informações sobre acessibilidade.
Estruturação de um documento técnico-normativo para orientar as ações do município, estabelecer prioridades e organizar medidas de curto, médio e longo prazo.
Ações de formação, oficinas, campanhas e articulação institucional para fortalecer a cultura de acessibilidade e promover o envolvimento de gestores, servidores e sociedade civil.
Mais de 13 anos de atuação em acessibilidade, arquitetura, patrimônio cultural e políticas públicas, incluindo trabalhos desenvolvidos diretamente no contexto da administração pública.
Essa trajetória permitiu acompanhar diferentes dimensões da acessibilidade — do levantamento técnico à relação entre território, gestão pública, patrimônio e direito à cidade.
Conheça casos e projetos →Cada município possui uma realidade territorial, institucional e orçamentária própria. A implementação pode começar por diferentes frentes e evoluir gradualmente.
Levantamento e análise da acessibilidade no território, permitindo identificar barreiras, demandas e prioridades.
Aplicação da metodologia em bairros, regiões, equipamentos ou áreas específicas antes da expansão para outras partes do município.
Atualização periódica dos registros, indicadores e informações territoriais para acompanhar a evolução das ações.
Formação de servidores e equipes municipais para ampliar a autonomia na continuidade das ações.
Estruturação de um sistema permanente de acompanhamento, registro e inteligência territorial sobre acessibilidade.
Um processo estruturado, desenvolvido em conjunto com a equipe municipal.
Conhecemos o município, sua estrutura institucional, as características do território e os principais desafios relacionados à acessibilidade.
Definimos uma primeira área de atuação — território, bairro, equipamento ou serviço — para realizar o levantamento técnico e estabelecer prioridades.
Compartilhamos conhecimento e ferramentas com os servidores envolvidos, fortalecendo a capacidade técnica interna do município.
A partir dos resultados iniciais, o trabalho pode ser ampliado para outras áreas do território e acompanhado por indicadores e registros permanentes.
Cada cidade tem suas próprias barreiras, prioridades e possibilidades de intervenção.
A Rede Acessível trabalha para transformar essas informações em diagnósticos, planejamento e estratégias de ação, aproximando a acessibilidade da gestão cotidiana do município.
Fale com a nossa equipe e conheça possibilidades de atuação adequadas ao território, às prioridades institucionais e ao planejamento do seu município.
Os diagnósticos, metodologias, modelos de implementação, conteúdos, materiais técnicos e demais soluções apresentados nesta página são de autoria da Rede Acessível e encontram-se protegidos pela legislação brasileira de direitos autorais, especialmente pela Lei nº 9.610/1998.
Sua reprodução, utilização, adaptação ou distribuição, total ou parcial, depende de autorização, observadas as disposições legais aplicáveis.
Iniciativa de impacto social criada em 8 de outubro de 2019, atuando na interseção entre acessibilidade urbana, patrimônio histórico, mobilidade, inclusão social e inteligência territorial — para fortalecer o direito à cidade.
Fundação da Rede Acessível, iniciativa de advocacy em rede voltada à promoção da acessibilidade em cidades históricas.
Reconhecimento nacional com o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Desenvolvimento de metodologias próprias de sensibilização, como o Medida Acessível e o Rede Distribuindo Afeto.
Estruturação de publicação que sistematiza metodologias, aprendizados e resultados da iniciativa.
Expansão do conceito de atuação em rede para uma plataforma colaborativa de inteligência territorial.
CAULAB: Pesquisa nacional de validação social e consolidação do MVP da Plataforma de Mapeamento de Barreiras Urbanas da Rede Acessível.
Pesquisa participativa com 38 respondentes de diferentes regiões do Brasil — pessoas com deficiência, profissionais, gestores públicos e cidadãos interessados no tema.
Consolidar a Rede Acessível como a principal plataforma brasileira de inteligência territorial aplicada à acessibilidade urbana — integrando participação cidadã, conhecimento técnico e inovação para apoiar o planejamento urbano, fortalecer políticas públicas e promover cidades mais acessíveis, inclusivas e sustentáveis.
Panorama estatístico com base em pesquisas oficiais do IBGE — o retrato que dá escala e urgência ao trabalho da Rede Acessível.
A deficiência ainda reduz drasticamente o acesso ao mercado de trabalho no Brasil.
Proporção de pessoas com deficiência na população — os estados nos extremos.
Fora do Nordeste, o Rio de Janeiro teve a maior proporção entre os demais estados, com 7,4%. A média nacional pelo Censo 2022 foi de 7,3%.
Os números confirmam o que a pesquisa de validação social de 2026 já apontava: o problema não é apenas a existência de barreiras, mas a falta de dados estruturados que conectem a experiência de milhões de pessoas às decisões de política pública. Cada barreira registrada na plataforma soma-se a esse panorama nacional, tornando as prioridades territoriais visíveis para gestores e profissionais.
Fundada em 8 de outubro de 2019, a Rede Acessível nasceu como uma iniciativa pioneira de advocacy em rede justamente para transformar dados como os acima em prioridade concreta de política pública — não apenas denunciar barreiras, mas construir os instrumentos que tornam a acessibilidade mensurável, financiável e cobrável pelo poder público.
Esse trabalho já foi reconhecido nacionalmente: em 2021, a fundadora Mônica Flôres recebeu o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na categoria Acessibilidade Arquitetônica — sendo a única pessoa física premiada na categoria. Em 2022, a Rede Acessível foi habilitada na região Sudeste para a 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, reconhecimento nacional relacionado ao patrimônio cultural.
1 em cada 12 homens e 1 em cada 200 mulheres tem alguma forma de daltonismo. Esta ferramenta simula diferentes tipos de visão de cor e mostra, ao vivo, como reforçar uma interface com padrões, contraste e texto — a mesma lógica que já aplicamos com o VLibras e a Rybená para outras barreiras digitais.
A deficiência na visão de cores é uma condição visual comum e uma barreira ainda pouco considerada no design de sites, mapas e formulários públicos. Reforçar a cor com padrão, ícone e texto ajuda diretamente quem relata barreiras urbanas pela plataforma.
A retina tem três tipos de células sensíveis à luz — os cones L, M e S. A deficiência na visão de cores pode ocorrer quando um dos pigmentos dos cones está ausente ou funciona de forma diferente, alterando a percepção de determinadas cores.
Mais sensíveis a comprimentos de onda longos, contribuindo principalmente para a percepção de cores na faixa do vermelho e do laranja.
Mais sensíveis a comprimentos de onda médios, contribuindo principalmente para a percepção de cores na faixa do verde e do amarelo.
Mais sensíveis a comprimentos de onda curtos, contribuindo principalmente para a percepção de cores na faixa do azul e do violeta.
Os diferentes tipos de deficiência na visão de cores alteram a percepção de determinadas cores de maneiras distintas. A coluna da direita simula, de forma aproximada, como a mesma paleta pode ser percebida em cada tipo.
Ausência funcional dos cones L. Vermelhos podem parecer mais escuros e se confundir com outras cores, especialmente em combinações que dependem do contraste entre vermelho e verde.
Ausência funcional dos cones M, dificultando fortemente a distinção entre vermelho e verde. É uma forma de dicromacia; a deuteranomalia, em que os cones M estão presentes, mas têm resposta alterada, é mais comum e afeta cerca de 5% dos homens em populações de ascendência europeia.
Os cones M estão presentes, mas seu pigmento apresenta uma resposta espectral alterada. É uma forma de tricromacia anômala e pode dificultar a distinção entre vermelho, verde e tons intermediários.
Ausência funcional dos cones S. É muito rara e não está ligada ao cromossomo X; pode dificultar a distinção entre azul e verde, violeta e vermelho, e amarelo e rosa.
Na forma completa, há ausência ou perda grave da percepção de cores, com visão predominantemente em tons de cinza. É rara e pode vir acompanhada de maior sensibilidade à luz e redução da acuidade visual.
A maior frequência das deficiências vermelho-verde em homens está ligada à genética: os genes que codificam os pigmentos dos cones L e M ficam no cromossomo X.
Nas deficiências vermelho-verde ligadas ao X, homens têm um único cromossomo X, então uma variante genética nesse cromossomo pode ser suficiente para manifestar a condição. Mulheres têm dois X e, em geral, precisam ter a variante nos dois para apresentar a forma recessiva clássica.
A maioria das deficiências congênitas na visão de cores está presente desde o nascimento e tende a permanecer estável ao longo da vida, geralmente afetando os dois olhos.
Uma parcela menor é adquirida ao longo da vida e pode estar associada a catarata, doenças oculares ou neurológicas, diabetes, envelhecimento, certos medicamentos ou lesões.
Não há cura para as formas genéticas de deficiência na visão de cores. Recursos visuais podem ajudar em alguns casos, mas o caminho mais eficaz para a acessibilidade é adaptar o ambiente e as interfaces.
Use as simulações para perceber como uma interface pode mudar sob diferentes condições de visão de cor. Elas são uma demonstração educativa, não um teste diagnóstico.
Simule um tipo de visão de cor e ative os reforços de acessibilidade para ver, na hora, como uma interface real muda.
As alterações aparecem na pré-visualização ao lado e ficam salvas neste navegador.
Observe: o status não depende apenas da cor. Texto + cor tornam a informação mais fácil de reconhecer.
Poucas situações são "impossíveis" — muitas apenas ficam mais lentas ou cansativas, ou dependem de pistas adicionais além da cor.
Semáforos e sinalização — a posição do sinal (topo, meio, base) importa mais que a cor em si para reconhecer o farol.
Gráficos e mapas coloridos — legendas que usam só cor (como mapas de calor vermelho/verde) podem ficar difíceis de interpretar sem rótulos, padrões ou símbolos. Isso é especialmente importante em mapas colaborativos e informações urbanas.
Roupas e combinações — distinguir tons parecidos (azul marinho e preto, verde e marrom) exige atenção redobrada ou ajuda de terceiros.
Cozinhar e verificar alimentos — perceber se uma carne está no ponto ou uma fruta está madura pela cor pode ser mais difícil.
Formulários e alertas online — campos que só ficam vermelhos para indicar erro, sem ícone ou texto, passam despercebidos.
Escolha de profissão — algumas carreiras (piloto, eletricista, certas áreas da saúde) têm exigências específicas de visão de cor.
Separando senso comum de fato.
"Pessoas daltônicas enxergam tudo em preto e branco." A ausência completa de percepção de cores é rara e está associada à acromatopsia/monocromacia. A maioria das pessoas com deficiência na visão de cores ainda percebe muitas cores, mas pode ter dificuldade para diferenciar determinadas combinações.
Existem testes simples de rastreio. As pranchas de Ishihara, com números ou formas formados por pontos coloridos, são um teste comum de triagem, especialmente para deficiências vermelho-verde. A avaliação clínica pode exigir outros testes e deve ser feita por um profissional de saúde ocular.
"Dá para curar comendo cenoura ou fazendo exercícios para os olhos." A deficiência genética na visão de cores não é corrigida por dieta, exercícios para os olhos ou força de vontade. Esses recursos não restauram a função normal dos cones.
Design pensado para daltonismo melhora a experiência de todo mundo. Contraste adequado, ícones junto às cores e rótulos de texto ajudam também em situações de brilho intenso, telas de baixa qualidade e ambientes com pouca luz.
Deuteranomalia não é o mesmo que deuteranopia. Na deuteranomalia, os cones M estão presentes, mas têm resposta alterada; na deuteranopia, a função dos cones M está ausente.
Na Rede Acessível, a cor deve ser uma pista — nunca a única forma de comunicar uma informação. Em mapas, formulários, alertas, sinalização e serviços públicos, combine cor com texto, ícones, padrões, posição e contraste. Essa lógica também ajuda a tornar a informação mais clara para pessoas com baixa visão, em telas ruins ou sob diferentes condições de iluminação.
Cor informa. Texto, ícone e padrão confirmam.
Todo estado (erro, sucesso, aviso) também tem ícone, texto ou padrão — a cor reforça a informação, mas não é a única pista.
Texto e elementos essenciais com contraste suficiente em relação ao fundo, seguindo os critérios da WCAG e testados antes de publicar.
Prefira combinações que não dependam apenas de vermelho e verde no mapa colaborativo e nos indicadores de status, sempre acompanhadas de rótulos, ícones ou padrões.
O ColorADD é uma linguagem gráfica que combina símbolos para identificar e comunicar cores quando a cor é um fator de identificação, orientação ou escolha. É um recurso complementar: não substitui texto, contraste e outras pistas de acessibilidade.
O aplicativo permite apontar a câmera para identificar cores e também trabalhar com imagens da galeria, com opção de descrição por áudio. O próprio ColorADD informa que os resultados são estimativas e podem variar com iluminação, câmera e sensor.
Uma opção lúdica para crianças e adultos: o Color Flags permite pintar 137 bandeiras nacionais, aprender geografia e descobrir curiosidades. Segundo a página oficial do jogo, há padrões, nomes descritivos de cores e narração por voz para apoiar pessoas com diferentes tipos de deficiência na visão de cores.
Para aprofundar, consulte fontes de saúde ocular e os recursos oficiais das ferramentas citadas nesta página. O simulador é educativo e não substitui avaliação clínica.
Como a percepção das cores influencia a orientação, a segurança e a experiência nos espaços. A proposta é projetar ambientes, plantas, mapas e sinalizações que continuem compreensíveis sem depender apenas da cor.
O espaço também comunica
Em arquitetura, cores podem orientar a circulação, diferenciar setores, destacar elementos, organizar plantas e reforçar uma identidade. Quando uma informação importante depende exclusivamente da cor, parte dos usuários pode ter dificuldade para interpretá-la.
Use cor para reforçar percursos, setores e destinos, combinando-a com nomes, símbolos, números, formas ou padrões.
Portas, ambientes, pavimentos e equipamentos podem ter cores próprias, mas precisam de outras pistas para serem reconhecidos.
Contraste, espessura de linha, textura, posição e tipografia também constroem hierarquia visual no espaço e nas representações do projeto.
O daltonismo acontece quando os sistemas de percepção de cores funcionam de maneira diferente, alterando a forma como determinados tons são diferenciados. Na arquitetura, isso importa principalmente quando a cor é usada para transmitir uma informação necessária para encontrar, identificar ou interpretar um espaço.
Onde surgem as barreiras
Não significa que determinada combinação será sempre ilegível. A questão é testar se a informação continua compreensível quando a percepção das cores muda.
Um corredor azul para um setor e verde para outro pode funcionar como reforço, mas deve ser acompanhado por texto, símbolo, número, forma ou outro elemento reconhecível.
Áreas com funções diferentes podem desaparecer como categorias distintas quando a legenda depende apenas de cores próximas. Tramas, códigos, rótulos e espessuras de linha tornam a leitura mais robusta.
Rotas de emergência, áreas de atenção e equipamentos de segurança devem ser identificáveis por elementos além da cor, com símbolos e mensagens claras.
Diferenças de cor entre piso, parede, portas, degraus ou superfícies envidraçadas podem ser difíceis de perceber para algumas pessoas. Contraste visual, iluminação e diferenciação de forma ajudam a leitura do ambiente.
Plantas, mapas e diagramas
Uma boa representação arquitetônica continua legível quando a pessoa não consegue distinguir perfeitamente uma categoria cromática. O objetivo é criar redundância: a mesma informação aparece por mais de um canal visual.
Nomeie ambientes, setores e percursos. Não dependa de uma legenda formada apenas por pequenos quadrados coloridos.
Hachuras, tramas e padrões podem diferenciar categorias de áreas em plantas, mapas e diagramas.
Espessura de linha, forma, tamanho e posição também ajudam a indicar paredes, percursos, limites, acessos e elementos importantes.
Visualize o material com diferentes simulações e, quando possível, valide com pessoas com deficiência na visão de cores. A simulação é uma ferramenta de apoio, não uma representação perfeita da experiência individual.
Experiência espacial
Projetar para diferentes formas de percepção não significa abandonar a cor. Significa usá-la como parte de um sistema de comunicação espacial mais completo.
Entradas e acessos — associe identificação cromática a nomes, números, pictogramas e elementos arquitetônicos reconhecíveis.
Circulação — combine cores de percurso com setas, símbolos, textos e continuidade visual ao longo do caminho.
Escadas e mudanças de nível — não dependa apenas de uma diferença de cor para destacar bordas ou transições; contraste e desenho também comunicam.
Portas e ambientes — identificação visual pode combinar cor, tipografia, pictograma e posição.
Rotas de emergência — símbolos e mensagens devem continuar compreensíveis sem depender exclusivamente de vermelho, verde ou outras cores.
Apresentação do projeto — plantas, diagramas e mapas devem possuir legendas e códigos que não dependam somente da cor.
Mitos e decisões de projeto
"Um projeto acessível para daltônicos não pode usar cores." Pode usar, sim. A questão é evitar que uma informação essencial seja transmitida somente pela cor.
Redundância melhora a comunicação. Cor acompanhada de texto, símbolo, padrão, forma ou posição cria mais de uma pista para interpretar o mesmo elemento.
"Basta escolher uma paleta considerada segura." Uma paleta pode reduzir confusões, mas acessibilidade depende também de contraste, contexto, iluminação, tamanho, acabamento e da informação que está sendo comunicada.
Testar é parte do processo. Simulações ajudam a identificar problemas em plantas, mapas e sinalizações. Sempre que possível, a avaliação deve incluir pessoas com diferentes formas de percepção visual.
Experimente no projeto
Use o painel para perceber como uma paleta muda e depois ative reforços que representam uma estratégia de projeto: padrões, textos e contraste. A ferramenta é ilustrativa e não substitui testes com usuários.
Experimente uma condição de visão e compare a leitura.
Exemplo de legenda: acesso principal
Checklist do arquiteto
Associe cor a texto, símbolo, padrão, forma, posição ou outra pista quando a informação for importante para orientação ou segurança.
Observe a relação entre elementos e fundos, especialmente em bordas, degraus, portas, textos, mapas e sinalizações.
Use simulações como apoio e, quando possível, envolva usuários com diferentes formas de percepção visual na avaliação do projeto.
Para projetos no Brasil, consulte a edição vigente da ABNT NBR 9050 e as demais normas técnicas e legislações aplicáveis ao tipo de edificação, ao espaço projetado e ao uso previsto.
O ColorADD é uma linguagem gráfica de identificação e comunicação de cores que pode ser estudada como referência complementar em situações nas quais a cor participa da identificação, orientação ou escolha.
O Color Flags é um jogo educativo de bandeiras e geografia que utiliza padrões, nomes descritivos das cores e pistas de voz, oferecendo um exemplo de comunicação que não depende exclusivamente da percepção das cores.
As simulações de daltonismo são aproximações e não reproduzem necessariamente a experiência individual de todas as pessoas com deficiência na visão de cores. Por isso, decisões de projeto devem considerar o contexto de uso, critérios de acessibilidade, avaliação técnica e, sempre que possível, validação com usuários reais.
Uma trajetória de acessibilidade arquitetônica reconhecida por instituições públicas, veículos de imprensa e a própria categoria profissional.
Reconhecimento do Governo Federal, no eixo de Acessibilidade Arquitetônica, ao projeto Rede Acessível.
A Rede Acessível foi habilitada na região Sudeste para a 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, em 2022.
Conheça o Projeto Rede Acessível, vencedor do I Prêmio de Acessibilidade.
Conheça o Projeto Rede Acessível, vencedor do I Prêmio de Acessibilidade.
Colunas sobre acessibilidade nas cidades históricas de Minas Gerais.
Uma leitura integrada entre acessibilidade, arquitetura, patrimônio e território para compreender barreiras e apoiar decisões que mantenham os espaços históricos vivos, acessíveis e em uso.
Cidades históricas e espaços culturais carregam memória, identidade e pertencimento. Para que esse patrimônio continue vivo, ele precisa ser acessível às pessoas que o visitam, utilizam e vivenciam.
A Rede Acessível atua na compatibilização entre preservação e uso contemporâneo, identificando barreiras e produzindo informações que apoiam intervenções, gestão e políticas públicas.
A acessibilidade é analisada dentro do contexto arquitetônico, urbano e patrimonial — e não como uma adaptação isolada.
Características urbanas, arquitetônicas e patrimoniais do lugar.
Barreiras físicas, comunicacionais, informacionais e atitudinais.
Relação entre patrimônio, acessibilidade, uso e território.
Informações para orientar projetos, intervenções e políticas públicas.
Experiências práticas que mostram como a leitura técnica pode revelar os desafios e as possibilidades de compatibilizar preservação, acesso e uso contemporâneo.
Arquiteta e urbanista, especialista em Administração Pública Municipal. Natural de Ouro Preto (MG), atua na promoção da acessibilidade arquitetônica, da preservação do patrimônio cultural, do planejamento urbano inclusivo e da articulação em rede aplicada às políticas públicas.
Natural de Ouro Preto (MG), cidade protegida pelo IPHAN desde 1938 e primeira do Brasil a receber o título de Patrimônio Mundial da UNESCO, em 1980, Mônica formou-se Técnica em Edificações pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG – Campus Ouro Preto) em 2010. Nos primeiros anos de carreira, atuou em projetos de regularização no perímetro tombado da cidade e em projetos de combate a incêndio e pânico, até março de 2013.
Naquele ano, aprovada na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e no Centro Universitário Anhanguera de Niterói, optou por esta última e mudou-se para Niterói para cursar Arquitetura e Urbanismo. Formou-se em 2018, com monografia sobre intervenções arquitetônicas contemporâneas em preexistências protegidas, com foco no Forte do Gragoatá. O trabalho resultou em um dos levantamentos arquitetônicos mais atualizados do monumento, registrado sob seus direitos autorais na Biblioteca Nacional, para ampliar o acesso ao conhecimento sobre a arquitetura das fortificações brasileiras.
Em Niterói, atuou em projetos de instalações hospitalares e design de interiores, como estagiária no escritório da arquiteta Cristina Grossi, e consolidou sua trajetória em acessibilidade arquitetônica na então Secretaria Municipal de Acessibilidade da Prefeitura, em gestão conduzida por uma importante liderança do esporte paralímpico brasileiro, que viria a presidir o Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP). Na Divisão de Arquitetura, Mônica realizou vistorias técnicas e mapeamentos das condições de acessibilidade física em espaços públicos, equipamentos culturais (Museu Janete Costa, edifício dos Correios e Solar do Jambeiro) e escolas municipais. Destacou-se no levantamento completo do Caminho Niemeyer, com ênfase no Museu do Cinema (atual Reserva Cultural / Centro Petrobras de Cinema), projeto de Oscar Niemeyer.
Em 2019, retornou a Minas Gerais e iniciou, em Ouro Preto, uma nova etapa dedicada à acessibilidade arquitetônica em cidades históricas. Em 8 de outubro de 2019, fundou a Rede Acessível, cuja primeira ação foi o primeiro Crowdfunding Inclusivo das Cidades Históricas de Minas Gerais, para viabilizar soluções inclusivas para famílias de baixa renda. Desde então, integra arquitetura, patrimônio cultural, inovação cívica, advocacy e gestão pública, fortalecendo a acessibilidade como componente estratégico do planejamento urbano e da preservação histórica, especialmente em Minas Gerais.
Em 2025, ampliou sua atuação para a agenda climática. Participou do Hackathon Diálogos Locais 2025, no Rio de Janeiro, e fundou a Rede Conecta Clima, plataforma colaborativa em prol da Inteligência Territorial Climática, que conecta dados à população exposta a desastres extremos.
Forma-se Técnica em Edificações pelo Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG – Campus Ouro Preto) e inicia sua atuação em projetos de regularização e de combate a incêndio e pânico no perímetro tombado de Ouro Preto.
Muda-se para Niterói (RJ) para cursar Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Anhanguera, após aprovação simultânea na UFOP.
Graduada em Arquitetura e Urbanismo, com monografia sobre o Forte do Gragoatá registrada na Biblioteca Nacional. Atua com acessibilidade junto à Secretaria Municipal de Acessibilidade de Niterói, com levantamentos em equipamentos culturais e no Caminho Niemeyer.
Retorna a Minas Gerais e, em 8 de outubro, funda a Rede Acessível, organização de advocacy em rede, educação, inovação social e incidência em políticas públicas por ambientes construídos mais acessíveis.
Lança o Crowdfunding Inclusivo, primeira ação da Rede Acessível, voltado a apoiar projetos de acessibilidade em patrimônios históricos de Minas Gerais.
Recebe o 1º Prêmio Nacional de Acessibilidade, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, na categoria Acessibilidade Arquitetônica, sendo a única pessoa física reconhecida na categoria.
A Rede Acessível foi habilitada na região Sudeste para a 35ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do IPHAN, em 2022.
Conclui, entre julho de 2022 e março de 2024, a Pós-Graduação em Administração Pública Municipal pela UFV, com estudo sobre o Programa ICMS Patrimônio Cultural à luz da Teoria da Mudança e do Modelo Lógico.
Inicia pós-graduação na UFMG (pausada em nov/2024).
Participa do Hackathon Diálogos Locais 2025, no Rio de Janeiro.
Funda a Rede Conecta Clima, plataforma colaborativa em prol da Inteligência Territorial Climática, conectando dados à população exposta a desastres extremos.
Alinhado ao ODS 11, capacita profissionais para incorporar acessibilidade desde a concepção de projetos arquitetônicos, com ferramentas educativas como trenas simbólicas e exclusivas.
Inclusão social por meio da distribuição de livros, ações culturais e fortalecimento dos vínculos comunitários.
Permite que qualquer pessoa registre, localize e acompanhe barreiras urbanísticas, transformando experiências em dados georreferenciados para políticas públicas.
Não sabe o que é advocacy ou por que não é a mesma coisa que "advocacia"? .
Mônica Flôres recebe convites para palestras, aulas e mentorias sobre acessibilidade arquitetônica, patrimônio cultural e políticas públicas urbanas. Conte um pouco sobre o seu evento e ela retorna por e-mail.
Ensaio autobiográfico
Arquitetura, Cidades e Pertencimento
Com prefácio de Carlos Magno de Souza Paiva
Em breveVocê receberá um aviso assim que o livro estiver disponível. Nada além disso.
Um livro que reconhece a experiência vivida como fonte legítima de conhecimento sobre a cidade.
Acessibilidade como princípio ético e político, anterior às normas e aos dispositivos técnicos.
21 capítulos em três partes e 11 anexos, num percurso que vai da formação da autora à criação da Rede Acessível.
Ensaio autobiográfico
Em breve. Entre na lista e avisaremos quando estiver disponível.
Termos técnicos, conceitos e expressões presentes no nosso trabalho — explicados de forma simples e acessível para ajudar a compreender as barreiras, os direitos e as possibilidades de construir cidades mais inclusivas.
Advocacy é a prática de defender, apoiar e reivindicar direitos e interesses de pessoas ou grupos, buscando influenciar leis, políticas públicas, decisões e práticas institucionais.
O termo, em inglês, não se confunde com advocacia, que é a profissão jurídica regulamentada no Brasil. Advocacy pode ser realizado por pessoas, organizações, movimentos e pela própria pessoa com deficiência — neste último caso, também chamado de self-advocacy.
Barreira é qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa com deficiência ou o exercício de seus direitos.
As barreiras podem ser:
Eliminar barreiras é uma das bases para garantir acessibilidade, autonomia e participação social.
Capacitismo é a discriminação ou o preconceito contra pessoas com deficiência, baseado na ideia de que determinados corpos, formas de funcionamento ou capacidades seriam superiores ou mais desejáveis que outras.
Ele pode aparecer em atitudes, comportamentos, discursos, relações sociais e também na forma como espaços, serviços e políticas são planejados.
Combater o capacitismo significa reconhecer a diversidade humana, garantir direitos e remover barreiras que impedem a participação plena das pessoas com deficiência na sociedade.
Desenho Universal é a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços para que possam ser utilizados pelo maior número possível de pessoas, independentemente de idade, capacidade ou condição, sem a necessidade de adaptação ou projeto específico.
Não se trata de criar soluções especiais para uma minoria, mas de projetar melhor desde o início, considerando a diversidade humana.
O conceito foi sistematizado pelo arquiteto Ronald Mace e seus colaboradores e é orientado por sete princípios:
Esses quatro conceitos ajudam a compreender diferentes formas de relação da sociedade com as pessoas com deficiência.
Exclusão acontece quando a pessoa é impedida de participar do convívio social.
Segregação ocorre quando a pessoa participa, mas em espaços ou grupos separados das demais pessoas.
Integração acontece quando a pessoa é inserida em ambientes comuns, mas precisa se adaptar às estruturas e condições existentes.
Inclusão acontece quando a sociedade e seus ambientes são transformados para acolher a diversidade, garantindo que todas as pessoas possam participar em igualdade de condições.
A diferença fundamental está em quem precisa mudar: na integração, espera-se que a pessoa se adapte; na inclusão, a sociedade também assume a responsabilidade de transformar o ambiente e remover barreiras.
Neuroacessibilidade é uma abordagem que busca compreender como diferentes pessoas percebem, processam informações e interagem com os ambientes, incorporando essa diversidade ao planejamento e à concepção dos espaços.
Ela aproxima conhecimentos de arquitetura, design, neurociência e experiência humana para pensar ambientes mais previsíveis, compreensíveis, confortáveis e inclusivos, considerando diferentes formas de perceber e vivenciar a cidade — inclusive por pessoas neurodivergentes e pessoas com deficiências sensoriais, intelectuais ou psicossociais.
Ostracismo social é o afastamento ou a exclusão de uma pessoa ou grupo do convívio social.
No contexto da deficiência, pode ocorrer quando preconceitos, estigmas e barreiras arquitetônicas, comunicacionais ou atitudinais dificultam ou impedem a presença e a participação da pessoa com deficiência nos espaços comuns da sociedade.
Quando uma pessoa não consegue acessar uma praça, entrar em um edifício, utilizar um transporte, compreender uma informação ou participar de uma atividade, a barreira não está apenas nela: está também no ambiente e na forma como a sociedade foi organizada.
Tecnologia Assistiva reúne produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços destinados a promover a funcionalidade e a participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.
Seu objetivo é ampliar autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Exemplos incluem cadeiras de rodas, leitores de tela, órteses, próteses, recursos de comunicação alternativa e outras soluções que auxiliem a pessoa em suas atividades e participação social.
Onde conhecimento encontra oportunidade. A Rede Acessível conecta profissionais que acreditam que acessibilidade se constrói com conhecimento, colaboração e ação.
A Rede de Competências reúne diferentes saberes — arquitetura, urbanismo, engenharia, tecnologia, acessibilidade, patrimônio cultural, gestão, pesquisa, comunicação e outras áreas — formando uma inteligência profissional capaz de responder aos desafios reais das cidades.
Cada profissional representa uma competência que pode contribuir para transformar territórios e ampliar o direito à cidade.
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